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Tropa de Elite encontra os filmes de terror

Custeada via financiamento coletivo, a graphic novel do quadrinista Péricles Junior chega às lojas trazendo o terror para uma realidade bem brasileira

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“Quem são os verdadeiros monstros? Eles vivem dentro de nós. E às vezes, eles vencem”. É com este conceito, inspirado numa frase de Stephen King, que se apresenta a trama de Carnívora, história em quadrinhos nacional que a editoraAvec lança nas livrarias e comic shops agora em setembro, depois de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo. O autor, Péricles Junior, descreve a HQ como sendo uma mistura de trama policial com filmes de horror do tipo slasher – você sabe, muitos gritos e sangue espalhado por todos os cantos da tela, sem dó nem piedade — com uma pitada da nossa cultura. Tudo graças a algumas pequenas criaturinhas saídas das trevas...

O quadrinista, que trabalha com gibis há quase uma década, discorda da postura de quem defende que histórias sobrenaturais ou mesmo de super-heróis não funcionam quando aplicadas à realidade brasileira. Maníacos com serras elétricas são exclusividade do Texas? Não mesmo. Eles podem estar à solta em São Paulo ou no Rio, por exemplo.

“Temos aqui material de sobra pra construir boas histórias”, diz Péricles, roteirista e desenhista, em entrevista ao JUDÃO. “Acredito que para se conquistar um número maior de leitores para esses gêneros, precisamos usar mais do nosso dia a dia. Das coisas que conhecemos, nossos mitos e estereótipos. Até mesmo nosso folclore. Tudo numa outra roupagem, talvez. As histórias precisam ser mais parecidas com a gente, com que fazemos e esperamos. Por mais fantasiosas que sejam”.

Carnivora

A história de Carnívora se passa em torno do Morro da Caveira, um lugar fictício que aqui é o maior complexo de comunidades do Rio de Janeiro. O local tem lá os seus mistérios e muita gente conta a mesma história sobre ele: o topo do morro é assombrado por pequenas criaturas carnívoras, parecidas com crianças, que levam terror e morte às redondezas. Quem sobe até lá em cima, não volta.

Mas, infelizmente, o Morro da Caveira é a única pista que o policial civil Carlos tem a respeito do desaparecimento de sua noiva. Na busca, além de encarar os traficantes e outros inimigos com os quais já está acostumado, ele vai ter que refletir sobre o preço de suas escolhas. “Porque são elas que podem trazer à tona os verdadeiros monstros”, explica.

O resultado aqui acaba sendo, com base em um preview no qual demos uma olhada, uma trama de ação ininterrupta, que começa num esquema Tropa de Elite, com tiroteios nas vielas de uma favela, mas pouco a pouco vai se tornando uma caçada violenta do tipo filme de terror do Rob Zombie. Tem, claro, um quê de história de zumbis. Mas o que fica claro é que as pequenas criaturas não são mortos-vivos. Ou, pelo menos, não APENAS mortos-vivos. Parecem ser algo mais esquisito e sem explicação aparente.

Envolvido com o mercado americano de HQs – além de estar trabalhando atualmente no que define como um “projeto secreto” para a Dark Horse Comics, Péricles fez a graphic novel Pacific Rim: Tales From Year Zero para a Legendary Comics, ao lado do próprio Guillermo del Toro – ele revela que os planos paraCarnívora, seu primeiro álbum solo, começaram há cerca de seis anos. “Primeiro queria ter uma história que se passasse no Brasil, mas fugindo um pouco do lugar comum”, conta. “Foi quando, passando em frente a uma comunidade, admirando sempre aquele complexo todo pensei: ‘cara, pode acontecer qualquer coisa ali que ninguém vai dar a mínima’. E esse foi o pontapé inicial”.

Péricles explica que, na época, uma editora abriu uma espécie de “edital” para um publicação original em quadrinhos. Ele se empolgou, por mais que o projeto ainda fosse apenas um embrião. “O primeiro roteiro era grotesco, confesso. Ainda bem que não consegui”, diverte-se ao confessar. “Porém, curti a ideia e fui cozinhando ela com o tempo. Pude trabalhar mais os personagens e alinhar melhor os acontecimentos. Até que veio a ideia do financiamento coletivo, o que ajudou a definir de vez a HQ”.

Carnivora

Realizado via Catarse com cerca de 420 apoiadores, arrecadando mais de R$ 25.000, Carnívora foi parar neste formato de financiamento porque Péricles queria que sua graphic novel autoral inaugural fosse algo bem especial. Ou seja: com grana suficiente para que ele se mantivesse 100% focado no projeto durante algum tempo, para garantir a sua qualidade. Depois das ótimas críticas que recebeu por sua HQ online Muito Prazer.Lia., a ideia era colocar a barra lá em cima. “O legal também é que toda a fase de divulgação do financiamento coletivo também serve de propaganda, de apresentação. Criar expectativas, mostrar a cara”.

Mas ele diz que, apesar de ter ultrapassado a meta, o processo foi meio sofrido. “Foi tudo aos 45 minutos do segundo tempo. O coração saía pela boca e fiquei noites sem dormir”, diz, trocando o nervosismo pela sensação de alívio. Ele defende que este tipo de financiamento, diretamente nas mãos dos fãs, exige que os artistas se esforcem ainda mais no fator profissionalismo.

“Nós, os artistas independentes, estamos sendo forçados a melhorar cada vez mais o nosso trabalho e a forma de apresentá-lo. A qualidade gráfica das HQs, por exemplo, está sensacional. As histórias estão cada vez melhores, não perdendo em nada para aquelas que estamos acostumados a consumir lá de fora”, opina. “Isso tudo porque entendemos que precisamos vender o peixe e isso é essencial para que um mercado se consolide”.

Carnívora é daquele tipo de história em quadrinhos que, de tão inspirada na linguagem cinematográfica, acaba se tornando praticamente um storyboardprontinho para ser filmado. Péricles, claro, tem orgulho da cria e diz que uma adaptação para o cinema ou para a TV é algo que sempre passa pela sua cabeça.

“Quem não quer ver seus personagens nas telonas, ainda mais nessa era em que vivemos, com tantos gibis ganhando versões em filme?”, diz. E ainda conta, com exclusividade, que existe um produtor de cinema interessado na obra. “Mas, por enquanto, nada definido”, desconversa.

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