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ROLEPLAYING GAME (RPG) para empresas e profissionais - vamos jogar?

Muito tem se discutido a respeito das atividades lúdicas em empresas e instituições de ensino. Na última década, os jogos vêm sendo repensados enquanto articuladores de conhecimento e mecanismos facilitadores de treinamentos e desenvolvimento. No entanto, o jogo pelo jogo não instrui, como irá ressaltar Lino de Macedo. Deve haver um objetivo para a utilização do jogo que vá além do meramente recreativo. Além disso, nem todos os jogos são compatíveis com essa nova realidade.

Afinal, que tipo de atividade lúdica é a ideal para o desenvolvimento de habilidades e conceitos, adequando-se tanto à empresa quanto à escola?

Para falarmos de jogo, temos que entender que existem duas posições ideológicas que, de certa forma, antagonizam-se: a competição e a cooperação. A competição segue a ideologia de que, para que exista um vencedor, deverá existir um (ou mais) derrotado. Com isso, defende-se a política do “mais habilidoso”, onde só aquele que detém qualidades positivas específicas está apto para o mercado de trabalho. A deficiência, a derrota, é vista como demérito e, sendo assim, passível de exclusão. Já a cooperação prega que, para que exista um vencedor, todos devem sair vitoriosos. Ou seja, não existe mais a política do “mais habilidoso”, pois todos possuem características (tanto positivas quanto negativas) que, em determinado momento, serão de utilidade para a coletividade. A deficiência não é mais vista como algo a ser escondido, mas como algo a ser superado, tornando forte o que antes era considerado fraco.

Com isso em mente, assumimos que os jogos em ambientes empresariais e educacionais deveriam romper com a tradição competitiva e adotar posturas que se adéqüem à vertente cooperativa. Os jogos cooperativos, então, desenvolveriam características trabalhistas/educacionais mais vantajosas que aquelas desenvolvidas pela competição. Enquanto esta ensina o funcionário/aluno a ser o melhor valendo-se de talentos individuais, aquela mostrará que a coletividade, o trabalho em equipe, valendo-se de diversos talentos atuando em conjunto, é muito mais interessante. Enquanto a competição ensina o indivíduo a “passar o outro para trás”, a cooperação mostra a importância de respeitar o outro e trabalhar de forma conjunta, visando um objetivo comum.

Mas, afinal, quais jogos adéquam-se à ideologia cooperativista?

Muitos talvez pensem que jogos de intelecto, como o xadrez, ou de pensamento estratégico, como jogos de tabuleiro (War, Banco Imobiliário, Detetive) sejam os mais adequados para um ambiente empresarial/educacional. Mas, se considerarmos que tanto o xadrez quanto os jogos de tabuleiro, assim como os jogos de azar e os esportivos, viabilizam a presença de um vencedor e de um vencido, percebemos que nenhuma dessas opções atenderá de forma satisfatória aos interesses de um trabalho coletivo.
Um dos poucos jogos considerados 100% cooperativos (o que, conseqüentemente, possibilitou sua escolha para acompanhar astronautas da NASA em viagens espaciais) é o RPG.

RPG é a sigla inglesa para Roleplaying Games que, se traduzida ao pé da letra, significa Jogo de Representação de Papéis. Nele, pessoas se juntam em torno de uma mesa e começam a contar uma história. Um desses jogadores, denominado Mestre ou Narrador, é responsável por criar o cenário onde a narrativa se desenvolverá, além de interpretar personagens antagonistas ou secundários e, o principal, julgar as ações dos demais jogadores. Estes, por sua vez, são responsáveis por criar e interpretar personagens que assumirão a posição de protagonistas da história.

No decorrer da aventura, o Mestre colocará os personagens em diversas situações-problema que só serão solucionadas através da cooperação entre os jogadores. Ou seja, para que um personagem consiga solucionar um problema, ele necessitará da intervenção dos demais, e vice-versa.
O jogo prossegue até que os jogadores cumpram a missão estabelecida pelo Mestre ou até que algum fator externo interfira em seu andamento (horário limitado, por exemplo). De qualquer forma, o RPG se caracteriza por “não ter um fim”. Ou seja, se os jogadores assim quiserem, numa próxima ocasião a aventura poderá ser retomada a partir de onde parou na primeira vez, como os capítulos de uma novela ou um romance. Quando isso ocorre, denomina-se “Aventura” os diversos capítulos e “Campanha” um conjunto de Aventuras.
Para jogar RPG necessita-se apenas um elemento: criatividade. Todas as ações desenvolvidas no decorrer da aventura serão narradas e, em alguns momentos, interpretadas pelos jogadores. Para auxiliar a narrativa, desenvolveram-se inúmeros sistemas de regras. Nesses sistemas, são utilizadas fichas de personagens (que deverão ser preenchidas pelos jogadores), lápis, papel, borracha e, vez ou outra, dados. Para a atividade que desenvolveremos, utilizaremos um sistema simplificado de regras que exigirá a utilização de dois dados convencionais (de seis faces).

Antes de iniciarem a Aventura propriamente dita, os jogadores deverão criar seus personagens. Através de uma lista de possibilidades (onde estarão descritos os tipos de personagens, suas habilidades e suas fraquezas), o jogador seleciona uma combinação de características que irá constituir um personagem, até então, “vazio”. Esse personagem possuirá atributos físicos (altura, peso, força, beleza etc.) e psicológicos (carisma, inteligência etc.), além de diversas habilidades (computação, medicina, lábia etc.) e, o mais importante, fraquezas (deficiências, fobias etc.). As fraquezas possuem destaque no RPG, pois humanizam o personagem criado pelo jogador. Você pode, por exemplo, criar um personagem de grande força muscular, mas que possui medo de ratos. Da mesma forma, outro jogador pode criar um biólogo especialista em roedores, mas que sofre de raquitismo. Com isso, notamos que os personagens podem se ajudar mutuamente, fazendo que suas habilidades conjuntas atuem onde a individualidade fraqueja.

A partir do momento em que a Aventura tem início, os jogadores assumem seus personagens e passam a descrever suas ações: o que eles fazem? Para onde querem ir? Com quem e de que forma eles falam? Tudo é possível no RPG (desde que sejam respeitadas as leis daquele cenário). O Mestre irá inserir os personagens em um universo (chamado Cenário) que, assim como o nosso, possui determinadas leis. Um personagem não voa a menos que o Cenário permita personagens voadores (quem sabe uma aventura onde super-heróis existam).

Resumindo, o RPG é um jogo cooperativo, capaz de desenvolver não só o trabalho coletivo, mas também facilitar o diálogo, o respeito entre os diversos participantes, o pensamento estratégico, além de trabalhar especificamente desenvolvendo conceitos, conteúdos e possibilitando a prática de habilidades e domínios.

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Tags: ROLEPLAYING, beans, coworking, empresarial, game, humanos, jogo, oficina, personagem, recursos, Mais...rh, rpg, treinamento

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