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Vai Design!!

Feliz Dia Nacional do Design - Um artigo em dois tempos e duas partes.
Ou… Alguma coisa mudou no design brasileiro nos últimos 5 anos. Final! :)

E tempos melhores vieram!

Nos últimos cinco anos a cena do design nacional, mudou.

Estamos muito longe da perfeição, mas o design cresceu em importância. Em credibilidade.

Eu vejo como principal motivo desse crescimento, a popularização. O design chegou ao consumidor. Hoje é reconhecido como valor agregado, uma embalagem mais bem feita, mais inteligente; um produto melhor planejado; uma marca mais interessante; um PDV visualmente ligado ao produto. Os materiais gráficos ganharam em estética e em características especiais (cortes, dobras, verniz) para poderem “vender” melhor, os produtos e serviços.

Especializações, foram descobertas pelo mercado nacional. Primeiro o design de serviços. Como o design pode transformar o serviço que sua empresa oferece em uma experiência melhor para o seu clientes. Depois, ainda melhor. O Design Thinking, onde a visão do design finalmente se infiltra na empresa, auxiliando na busca e descoberta de novas soluções (não, eu não vou dizer “inovação”!).

Nem preciso mencionar o web design, que cresceu naturalmente apoiado não apenas na estética, mas nas funcionalidades, tecnologias novas, usabilidade, acessibilidade e geração de experiência para o usuário.

Hoje, já não precisamos explicar muito o que é ser um designer.

Na grande maioria dos ambientes, a palavra é reconhecida e a função imediatamente determinada. Já ouvi algumas definições interessantes. “É ele que faz ficar bonito." "É ele que faz funcionar.” “É ele que “acerta o produto” pra vender melhor.”É ele que cria a cara do produto.” “É ele que cria a cara da empresa.

E a que eu mais gosto: “Foi ele que re-desenhou a minha empresa.”.

Olhando daqui de 2014, 2009 parece muito mais longe do que apenas cinco anos.

Ao conquistar o reconhecimento do público final, conseguimos a aceitação e o entendimento do empresariado. Era óbvio que assim que deveria ser! Como convencer um empresário a agregar valor num produto, se na visão dele o produto estava adequado ao mercado e vendia?…

Mostrando ao mercado que os produtos poderiam ser melhores!

Inúmeras variáveis, agiram ao nosso favor para que isso acontecesse. Infelizmente, não podemos dar um crédito especial a nenhuma associação de classe, que eventualmente tenha trabalhado fortemente nesse sentido.

O responsável pela redução drástica da ignorância que o público final tinha sobre a nossa profissão, sobre a nossa função, foi basicamente a invasão de produtos importados, vindos de mercados onde o design já éera (e é) valorizado há muito tempo. Não importando se eram produtos originais ou cópias chinesas, eram produtos infinitamente superiores aos nacionais equivalentes.

Os consumidores perceberam rapidamente, que pequenas diferenças de preço, podem ser compensadas por um produto melhor, mais bonito, mais adaptável, mais bem planejado (e por isso, mais durável). As empresas nacionais tiveram de tomar providencias rápidas.

E “descobriram" o design.

Descobriram que um produto pode ter muito mais valor com o design.

A competência do designer começou a ser entendida, procurada.

Reparem que, em 2009 a preocupação com “sobrinhos”, com operadores de Corel Draw e outras entidades do gênero era muito grande! Era comum, um Designer ser trocado por um sobrinho, somente pelo fator preço.

Gráficas penavam com arquivos alucinógenos que não poderiam nunca ser impressos.

Hoje, sobrinhos são mais piada que qualquer outra coisa.

Isso tudo, se não acabou, ficou reduzido a projetos bem pequenos.

Os projetos cresceram em complexidade. Existem equipes multidisciplinares para conceituar um negócio novo, uma nova linha de produtos. Quem não tem formação, não consegue acompanhar.

Veja, eu disse “quem não tem formação” eu não disse “quem não tem faculdade”.

Conheço designer's autodidatas com mais formação que pós-graduados… Claro, são exceções. Mas ainda defendo que competência não se mede por diploma.

A própria discussão da regulamentação, tomou outro rumo! Perdeu aquele ranço de reserva de mercado, aquela coisa de “tomar pela pena da lei” o que não consegue com argumentos e demonstrações.

A regulamentação hoje, é uma luta pela correta utilização da designação da nossa profissão. Pela proteção daquilo que nos define.

Cinco anos de muita evolução!

Mas não significa que as coisas tenham alcançado um nível excelente. Não. sobram muitos problemas ainda…

Começando por iniciativas nefastas de “concorrências criativas", que transformam projetos em “loguinhos” e em logromarcas.

Agravando-se nos prazos, que continuam não existindo...

Chegando a falta de respeito aos contratos (contratos de consultoria são sempre quebrados facilmente ao primeiro resultado positivo ou pela falta desse resultado em curto prazo), aos valores da grande maioria dos projetos (melhorou muito, mas ainda está longe de ficam bom. Pra ver como a coisa era difícil…) e culminando, na minha opinião, no quase sempre errado momento em que o designer é chamado.

Em grande parte dos projetos, o designer chega com produto ou serviço montado, preparado e “pronto”. O designer chega para “embalar”. E começa a ver os problemas ou os pontos onde o produto poderia ser melhor. Começa a propor modificações que iriam elevar a qualidade da experiência mas que para isso, implicaria em re-trabalho.

Os empresários precisam entender que o designer é o primeiro a chegar. É com ele que a ideia deve ser discutida e é com ele que a equipe deve ser iniciada. Isso evita retrabalho e possibilita um projeto mais acertivo.

Quem vai ensinar pra eles!? Nós.

Cabe a nós, proporcionar crescimento a nossa profissão! Cabe a nós, deixar demonstrado e entendido pela sociedade o que é ser designer. Cabe a nós, mostrar a todos que acima de qualquer especialização do tipo “web design”, “design gráfico”, está o "ser" designer.
Precisamos, cada vez mais, demonstrar e deixar claro como podemos fazer a diferença. Como nosso olhar é diferente e pode oferecer resultados mensuráveis.

As conquistas dos últimos 5 anos, são grandes. Mas, são tão grandes, devido a pequenez do nosso mercado, há mais de cinco anos atrás.

O design no Brasil, estava dormente. Agora ele está acordado. Devemos continuar ganhando espaço e mercado, multiplicando nossa atuação na criação de produtos e serviços, no desenvolvimento de experiências mais ricas para os usuários e consumidores.

Vamos em frente!

Feliz dia de hoje, Designer’s!

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Tags: Aloísio, Design, DiaNacionaldoDesign, Magalhães, PauloBragaPrado, Regulamentação

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Comentário de Portal DesignBR em 11 novembro 2014 às 14:34

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