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Deslixe-se é uma experiência de 1 mês sobre: o *lixo* que coletivamente geramos e a urgência de *não nos lixarmos* mais pra isso e outras coisas :)

Clique na foto para acessar a página.

"Denize, você se formou para virar catadora de lixo?...", disse minha mãe numa tarde em que cheguei em casa com garrafas plásticas de água e refrigerante e com panfletos rotos de mais um empreendimento imobiliário.


Senti uma ponta de vergonha por recolher lixo da rua, de tristeza por decepcionar meus pais e de desconforto por não saber direito o que fazer com o sentimento de que algo vai *muito*  mal neste nosso mundo.

Isso foi no início de 2014. Primeira vez em que parei apenas de me sentir mal ao passar por lixo e mais lixo jogado na rua que poderia ser reaproveitado -- depois, eu entenderia que a reciclagem é como tomar aspirina para a dor de cabeça que não se investiga e nosso atestado de *falha* em, antes, ter reduzido e reutilizado -- e fiz a única coisa que podia: recolhi eu mesma. 

A ideia era dar um destino adequado. No caso, o ponto de coleta seletiva no Metrô Tucuruvi. Mas como eu vinha de lá, fui para casa com o lixo que não era meu. Descartei no dia seguinte, cada item em seu lugar. Um grão de areia menos pesada com o que, coletivamente, estamos fazendo por aqui.

E foi essa a centelha do Deslixe-se (ela ainda me fez ficar muito mais atenta a separar meu lixo, compostar tudo o que é orgânico e pensar triplamente antes de comprar qualquer coisa).

Muitos meses depois, tendo feito isso algumas vezes mais, superado o olhar de "Onde foi que eu errei?!" da minha mãe e do meu pai, lido um bocado sobre a urgência de um design que pense produto/embalagem para além de seu descarte, resolvo agora adotar essa prática. Diariamente, por um mês.

São três os principais objetivos -- dois diretamente da ordem do lixo, mas todos do importar-se, do não se lixar:

1. Dar volume ao que uma única pessoa é capaz de fazer de diferença em relação ao lixo que não é seu (não é, mas é; é meu, é seu, é nosso);

2. Cobrar das marcas/empresas identificáveis qual sua preocupação com a vida pós-uso de seus produtos/embalagens (porque não faz muito sentido só tascar o símbolo de 'reciclável' e terceirizar a responsabilidade, faz?);

3. Refletir sobre o fato de que, ao invés de sentir vergonha de recolher lixo na rua, não deveríamos nós, enquanto sociedade, nos envergonhar de ter aprendido a conviver com cidades, parques, rios, mananciais... cheios de lixo? Não deveríamos nós nos envergonhar de ver recursos do nosso planeta desperdiçados e ainda comprometendo outros?

Inicialmente, vou recolher todo o lixo reciclável que encontrar a pé, pelos caminhos que já faço diariamente, por um mês (a partir de 6/11/14). Das calçadas, sarjetas, asfalto, grama..., só nunca do local do lixo em si, não quero parecer hostil aos catadores. Trarei tudo para casa (agora moro no centro de SP), separarei, tomarei nota de todos os itens, tirarei uma foto, postarei esses dados aqui (marcando as empresas) e descartarei no lixo reciclável do meu prédio. Escreverei inbox para as marcas, cujas respostas (ou falta delas) serão compartilhadas aqui também.

Se eu conseguir enxergar sentido em continuar fazendo isso após os 30 dias (em paralelo, venho estudando de forma independente os impactos do capitalismo sobre o clima), seguirei até completar seis meses ou um ano. Segundo um astrólogo, meu mapa é de maratonista, o que quer que isso seja. Parece que ajuda aqui!

Acho que vale dizer que sou profundamente inspirada pela experiência do norte-americano Joseph Garner, que passou um mês vivendo *sem dinheiro e sem contatos*, apenas da Craigslist (http://www.craigslistjoe.com/) e da alemã Greta Taubert, que viveu um ano inteiro *sem comprar absolutamente nada*, nem mesmo comida (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/em-ensaio-para-fim-do-cap...).

Gratidão por, aqui e ali, surgirem iniciativas pessoais assim, sem visar a nada que não o nosso senso perdido de comunidade (que o planeta precisa para não nos expulsar).

Tudo e todos estamos interligados, em escala mundial. Se você está se lixando para o lixo do outro, eu não estou. Mais.

[A propósito, sou jornalista. Como o anão da Amelié Poulain, uma jornalistinha vai aparecer sempre nas fotos ;) ]

É isso. Deslixemo-nos?! \o/ =)
Declaração de autoria
Página feita por Denize Guedes ( facebook.com/denize.guedes)

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