Embora o termo “iluminação ideal” seja bastante subjetivo e varie bastante mesmo entre fotógrafos profissionais, alguns horários ajudam sim a tornar os seus cliques mais atrentes. Nesse sentido, o período mais favorável para valorizar seu trabalho é fotografar as paisagens durante a chamada “golden hour” – ou hora mágica –, que ocorre na primeira hora depois do nascer do sol e na última hora antes de ele se pôr. Nessas ocasiões, tudo adquire uma luz mais quente e confortável, daquelas de encher os olhos.

Horaczek ressalta, porém, que a “blue hour” também deve fazer parte do seu repertório para que você não fique preso a apenas um estilo de fotografia. Diferentemente da hora mágica, esse período ocorre antes do nascer do sol e depois do pôr do sol e dá um aspecto azulado, mas não necessariamente frio, para a imagem. Pode ser um bom teste fazer capturas do mesmo local em ambos os horários para conferir na prática a diferença entre eles.

5) A beleza está nos detalhes

Apesar de um cenário vasto e fantástico ser o ingrediente básico de uma boa foto de paisagem, são os pequenos detalhes que complementam e dão vida à produção. Folhas ou galhos de árvore em primeiro plano, por exemplo, podem ajudar a compor ou até enquadrar uma cena – dando mais profundidade à captura –, enquanto objetos típicos do local podem trazendo um pouco da experiência do lugar para o seu público.

6) Sol: amigo ou inimigo?

Enquanto o sol pode ser o seu aliado no sentido de banhar de luz todo o cenário a ser clicado, ele não é exatamente fácil de se lidar quando assume o papel de personagem dentro da foto. O problema é que, a partir do momento que ele entra em cena, seu forte brilho faz com que o resto dos objetos fiquem mais escuros e percam detalhes. Além disso, um clique direto do astro resulta em imagens mais lavadas e a presença do famoso lens flare – que apesar de funcionar bem em algumas situações, pode “contaminar” determinadas partes do quadro.

A dica de Horaczek, então, é que você se posicione de costas para o sol ou, caso for realmente necessário que ele esteja à sua frente, use as mãos ou outro objeto para criar uma proteção para a câmera, evitando que a luz bata diretamente sobre a lente.

7) Use com moderação a Regra dos Terços

Velha conhecida dos fotógrafos e até mesmo embutida na maioria dos apps pare celular, a Regra dos Terços é uma forma simples, fácil e muito efetiva de acertar a composição das suas fotos. A ideia é que você use as junções entre as linhas horizontais e verticais – imaginárias ou digitais – para posicionar o horizonte ou os objetos mais importantes da cena.

Isso funciona em boa parte do tempo, mas, em alguns casos, acaba limitando a criatividade do usuário e dando origem a imagens muito genéricas ou sem vida. Assim, testar novos enquadramentos, trazer objetos para o meio do quadro ou até mesmo dividir a cena em duas partes podem ser soluções interessantes para fugir do lugar-comum.

8) Senso de escala

Muitas vezes, uma foto solitária da paisagem não diz muito sobre o tamanho de uma colina, a distância de uma estrada ou a amplitude de um lago, por exemplo. Para ajudar a dar escala às suas cenas, a fotógrafa Cristina Mittermeier sugere que você utilize pessoas para dar uma dimensão mais palpável do cenário. Os pássaros também podem servir para o mesmo propósito, principalmente em fotos do céu, mas é preciso paciência para que eles surjam no quadro e façam o seu papel.

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E aí, acha que com tudo isso dá para fazer fotografias melhores durante as suas viagens e passeios por belos cenários? Tem dicas que gostaria de compartilhar com outros leitores? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.