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Aplicativo brasileiro vai monitorar discursos de ódio nas redes sociais no Brasil


Foto: Reprodução.

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Um novo aplicativo brasileiro vai monitorar em tempo real violações aos direitos humanos na internet.

O Monitor de Direitos Humanos deve estar disponível para o público a partir do dia 20 de novembro. Ele vai usar um algoritmo que identifica postagens que revelam agressões a grupos minoritários, mulheres e populações LGBT. Além disso vai ajudar nas denúncias contra páginas que disseminam o ódio contra esses grupos.

O aplicativo chega em um momento de ebulição nas redes sociais. Ao mesmo tempo que cresce a vigilância contra esses discursos racistas e de ódio contra mulheres e gays, aumentam também as agressões. No primeiro dia do Enem uma questão sobre feminismo foi o suficiente para acirrar os ânimos. No segundo dia, o tema de redação sobre a violência contra a mulher aumentou o antagonismo.

O professor da Universidade Federal do Espírito (Ufes), Santo Fábio Malini, disse ao portal EBC que os movimentos em defesa dos direitos humanos são vistos de maneira muito pejorativa na internet. E ele acredita que a instabilidade política do país tem ajudado os discursos de ódio a ganharem fôlego, assim como a falta de mediação em espaços onde é possível maior controle.

Malini coordena a elaboração do aplicativo dentro do Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Ufes. O app vai filtrar em tempo real postagens públicas feitas no Facebook, no Twitter e no Instagram relacionadas inicialmente a quatro temas: mulheres, indígenas população negra e LGBTs.

Casal recebeu ofensas no Facebook por causa dessa foto. (Reprodução/Facebook).

Jovem recebeu ofensas no Facebook por causa dessa foto. (Reprodução/Facebook).

Impunidade

Apesar das denúncias e um maior combate ao ódio na internet, a sensação de impunidade ainda é grande. Que o diga Maria das Dores Martins dos Reis, jovem negra que postou uma foto no Facebook ao lado de seu namorado, que é branco. A foto recebeu centenas de comentários racistas e foi compartilhada em grupos criados especialmente para agredir Maria das Dores.

O caso da jovem chegou a ser investigado pela polícia, mas hoje, mais de um ano depois, Maria das Dores ainda não viu seus agressores serem punidos. A coordenadora do Núcleo Contra a Desigualdade Racial da Defensoria Pública do Rio, Lívia Casseres, lamenta que a impunidade seja comum, mesmo em casos de racismo, crime previsto pela legislação brasileira. Diante da leniência ou da morosidade da justiça criminal, a defensoria tem buscado outras saídas.

O monitor de direitos humanos é um projeto encomendado ao laboratório da Ufes pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que hoje integra o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Os dados coletados pelo aplicativo não são encaminhados diretamente para nenhum órgão, mas podem ser usados para quem queira denunciar crimes de ódio ao Programa Humaniza Redes ou mesmo à Polícia Federal. [Com portal EBC]


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