DesignBR

Vai Design!!

 

Hoje 30 de Março de 2010, inscrevo pela segunda vez na rede Design BR. No ano de 2008 acompanhei alguns posts, discuti bastante ainda no blog com a Lígia Fascioni e o próprio Paulo Oliveira LD. Me lembro vagamente que a “briga” na qual me envolvi tratava o assunto “Livros Vs. Computadores”, ou algo assim. Na época meu conhecimento era completamente escasso em relação a Design, me ingressei na rede por simples interesse já que trabalhava em uma empresa de comunicação visual e achava que Design se resumia a isso.

 

Não é pra soar filosófico, mas percebi que você não escolhe o Design (profissão), o Design escolhe você, e o problema dessa escolha involuntária em muitos dos casos é o próprio ambiente profissional que esse ser estranho/designer habita.

 

Todos são muito semelhantes, partem de um mesmo principio, vivem em bolhas, cultivam amizades minunciosamente selecionadas e o mais curioso, se odeiam!

 

O motivo do meu desaparecimento de 2008 pra cá é que cheguei à conclusão de que eu não pertencia a esse lugar - na verdade, chegaram a essa conclusão por mim - não fazia parte do meio, não tinha um vocabulário enriquecido culturalmente, não tinha uma visão complicada das coisas, tudo era simplesmente simples demais pra que eu pudesse ser um designer. Resolvi então que primeiro precisava me encontrar e descobrir o que eu era afinal, até então o conhecimento autodidata em Photoshop e programas de manipulação visual eram o ápice do meu ser.

 

Comprei revistas, livros, entrei em cursos que até hoje não descobri para que servem, passei a frequentar grupos, cybercafés, centros culturais alternativos, e também a observar as coisas por mais tempo do que elas mereciam. Em todos esses momentos e lugares, sempre encontrei algo em comum, a hipocrisia. Nada do que eu vinha passando era novidade para as pessoas a minha volta, todas começaram exatamente da mesma forma. Foram abduzidas por essa força cheia de cor e traços ultramodernos, chamada Design, alguns até mais perdidos do que eu. Hoje, ainda não li tudo o que queria, não frequentei todos os cursinhos da Adobe, não consegui me formar (ainda) e me pergunto:

 

“Vale a pena me promover de micreiro para mais um ser ignorante e prepotente com nome que nem mesmo eu saberei o significado, em uma classe profissional que nem mesmo é reconhecida - ou melhor, nem mesmo se define - com pessoas que encaram a amizade como “coletivos” e me fechar pro que há lá fora?”.

 

Essa postagem esta muito “revoltado sem causa” pra ser uma postagem de retorno. Mas o importante que quero fazer você pensar aqui é que não podemos esquecer de onde viemos, de tudo que passamos pra chegar onde chegamos, mesmo tendo ainda não chegado a lugar algum. Essa mania de sair chamando aspirantes de “micreiros” nos calhou bem para uma falta de argumentos diante da competitividade profissional, fazendo com que o nosso mérito se dê pela inferioridade do outro e não por nossa qualificação pessoal. Eu disse “pessoal” por que antes de sermos designers precisamos entender que somos pessoas.

 

Eu sei que os comentários a seguir virão de uma maneira bem estressante, mas hoje, que decidi reabrir meu cadastro no Design BR, eu estava lendo sobre releitura do logo “O Boticário” e em alguns comentários é possível perceber a falta de foco que alguns de nós possuímos. Coloca se em pauta uma releitura de marca e chegamos a agressões verbais que abrangem qualquer assunto, menos Design.

 

Sirvam se de palavras ofensivas e mande ver nos comentários.

 

Wesley Carneiro é Micreiro, trabalha hoje em um renomado estúdio goiano de Design, não possui diploma, ocupa o cargo de Diretor de Criação e tem como subordinados dois estagiários que cursam Design gráfico na Universidade Federal de Goiás, trabalham o dobro dele e ganham a metade de seu salário. E eu te pergunto, de quem é a culpa?

Tags: Design, Estágios, Gráfico, Mercado, Micreiro, Profissional

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Respostas a este tópico

Creio que muito foi por minha culpa de não ter conseguido acompanhar todas as respostas dos posts.

Como moderador, falhei ao entrar em contato com as pessoas sobre como acertar ou não as discussões. Cada um tem a sua opinião e esse espaço foi criado para promover o design brasileiro e não brigas.

 

Esse é um lugar livre para participar ou apenas acompanhar.

 

Mas você veio provocar, e eu te digo que esse tipo de discurso não é o primeiro e duvido que será o último.

Vamos por partes. Você se auto-intitula micreiro. Na minha concepção nem de longe você é micreiro. Você atrapalha outros designers? Então seria por você não ter tido um curso formal. Mas você nos fala que buscou aprimoramento. Buscou conhecimento. Estava já no dia-a-dia do mercado ganhando experiência e aprendendo.

 

Você não é micreiro.

 

Se seu salário é maior, isso é apenas uma questão de lógica. Mais tempo no mercado, se você melhorou no que faz, você ganha mais. Equação simples. Sem dizer que houve o tempo direto de aprendizagem de mercado. Isso te coloca muito a frente daqueles das instituições de ensino. Essas que aos poucos tem melhorado nesse quesito.

Mas você se coloca como se ainda estivesse fora "do mundo dos designers" ao que me parece. Mesmo que você não tenha ajudado nenhum outro profissional e só tenha buscado melhorar suas próprias aptidões, indiretamente a melhoria do seu trabalho fez com que seus clientes tivessem acesso a um bom trabalho, contribuindo com a classe.

Eles vão ficar mais exigentes, gerando assim uma reação em cadeia que direciona o pessoal novo que aparece no mercado de trabalho.

O mundo não é justo. E a gente pode tomar algumas atitudes. Ajudar ou não. Criticar e ficar parado, agir ou nem ligar.

A cultura nacional é pobre em incentivo ao estudo ( o que é contraditório, porque você indiretamente estudou e mesmo assim se exclui como se fizesse parte de algo diferente).

Seus trabalhos são bons? Ótimo, continue melhorando ainda mais. Ganhe muito. Como eu já disse, a classe ganha muito com ícones profissionais.

Mas encarecidamente, não tire sarro de quem busca um ensino formal.

Se você acha que é perda de tempo, instrua. "Olha, faça um curso técnico, ou apenas aprenda a usar tal software,... é disso que as empresas estão precisando..."

Quem realmente é bom ensina. Esse tipo de pessoa não tem medo de ensinar. Está sempre um passo a frente e sempre aprende mais ao ensinar. Vê novas possibilidades...

 

Mas se você quer realmente brigar "eu ganho mais mas não estudei", lamento, você perdeu seu tempo vindo aqui. Seria mais produtivo você comparando seu trabalho, explicando um case, dizendo onde você vê as falhas possíveis que seus estagiários enfrentam... ajudar. Lógico, se você quiser ajudar os outros. 

relendo minha resposta, vi diversos erros de concordância. Mas se eu apagasse e escrevesse de novo, tiraria toda a vontade que sentia ao escrever na primeira vez.

Fica com os erros mesmo... 

To passando exatamente pelo mesmo problema, vontade de acompanhar as respostas e ler tudo ao mesmo tempo

Edson, acabo de ler sua resposta e JURO não estar encarando como uma crítica a minha publicação.

Tudo isso que você citou é fato e tenho muito orgulho de tê-lo entendido perfeitamente, carência de incentivo, de apoio dos colegas e etc... Só que estas questões muitas vezes partem de nós mesmos.

 

Essa minha "provocação" foi justamente ao estereótipo arrogante de profissionais que se acham estrelinha. Já passei por isso muitas vezes, e ainda passo. A crítica é ao designer que não entende que todo bom profissional passa por uma espécie de "fase micreira" sendo essa uma má interpretação da fase de construção do profissional.

 

Quando eu finalizo "a culpa é de quem?" estou perguntando se a culpa da existência de profissionais sem formação no mercado é uma resistência ao achismo de que se sabe fazer algo ou se é uma falha na orientação dos mesmos sendo que pra se inserir no meio destes profissionais muitas vezes precisamos escutar "esculachos desmotivadores" o que remete exatamente ao tipo de pessoa que você citou na resposta, o que não se preocupa em orientar e sim criticar. Isso sim contribui para a formação de profissionais paralelos.

 

To vendo aqui que mais respostas estão chegando enquanto escrevo, vou deixar este pela metade e continuo lendo os outros e respondendo.

 

Wesley, seja bem vindo de novo ao BesignBR.

Sinceramente não me recordo de onde ou sobre o que foi que discutimos/debatemos no passado mas, para não me estender demais, quero só comentar 3 trechos de seu post mas peço, por favor, não leia apenas como gráfico afinal design não é composto apenas por essa área ok?


1- "é que não podemos esquecer de onde viemos, de tudo que passamos pra chegar onde chegamos, mesmo tendo ainda não chegado a lugar algum."

Exatamente essa é a dificuldade do Design: não ter onde chegar.

É um elemento em constante movimento, evolução que por vezes nos faz voltar ao ponto de partida e percebermos (e ficarmos putos tbm) por ver como "é tão simples a solução de um problema", mas por vezes nos faz trilhar caminhos desconhecidos, novos, onde temos de buscar novas soluções, adaptações, readequações, pesquisar novos materiais entre tantas coisas, o que nos leva a perceber que "não é tão simples assim" e, apesar de tudo que sabemos e conhecemos, ainda temos muito a aprender.


2- "Essa mania de sair chamando aspirantes de “micreiros” nos calhou bem para uma falta de argumentos diante da competitividade profissional, fazendo com que o nosso mérito se dê pela inferioridade do outro e não por nossa qualificação pessoal."

Não no meu caso. Vamos exemplificar isso pela ótica da minha área: Interiores.
Aqui em Londrina-PR já vi uns 4 micreiros trabalhando com AutoCAD, Corel e Photoshop fazendo sabe o que? Projetos de Interiores/arquitetônicos e se vendendo ao mercado como Designer de Interiores.
Pois é, aí te pergunto:
- ao especificar o piso externo, esse ser sabe qual é o correto e mais indicado?
- ao especificar os pisos das áreas úmidas esse ser sabe qual o correto e mais indicado?
- ao especificar o mobiliário, esse ser analisou ergonomicamente a familia e os itens especificados?
- ao especificar a iluminação, esse ser tem alguma noção sobre carga elétrica?
- ao especificar a iluminação, esse ser tem algum conhecimento sobre a aplicação de cada tipo de lâmpada e dos danos que elas podem causar?
Isso são somente alguns exemplos rápidos para a sua reflexão.
Se quer mais um, fica então o valor cobrado por projeto por eles: R$ 150,00.
Então não venha colocar que é "falta de argumento" que nos leva a "inferiorizar" o coitadinho do micreiro...
Por favor... menos, bem menos ok?

3 - "Eu disse “pessoal” por que antes de sermos designers precisamos entender que somos pessoas."

"Ser bom não quer dizer que devemos ser bobos dos outros."
Ouvi essa frase ha muito tempo atrás e ela cabe muito bem no âmbito pessoal quanto no profissional.
Também, lado pessoal é uma coisa, profissional é outra.
Ninguém é romântico ou tem uma visão romântica da vida o suficiente para agir da forma que você coloca e, tenho certeza, nem mesmo você agiu assim para chegar onde chegou. Em algum momento vc pisou na bola com alguém.
Ser duro, seco, ético, justo, correto, coerente e outras coisas mais, profissionalmente falando, não quer dizer que a pessoa em questão seja truculenta (salvo se for um Bolsonaro da vida, mas aí vira questão psíquica digna de internamento e não vem ao caso neste debate agora).
Não sei se você tem filhos (lado pessoal) mas duvido que você trate seus clientes (lado profissional) da mesma forma que trata seus filhos. Também duvido que você trate o pessoal do outro escritório renomado de GO como você trata os seus filhos.

Num ponto concordo com você: falta ao Design nacional um estatuto epistemológico. Quem sabe assim, com tudo que você leu e aprendeu nesse período de afastamento aqui do portal passe a brilhar diante de seus olhos e você consiga perceber o que diz essa frase (não me recordo agora o autor):


"Sei que ainda não sou quem eu deveria ser. Mas também sei que já não sou mais quem eu era ontem."

Caminhemos...

abs

Paulo, que bom que você não lembra, se isso acontecesse você ia me ignorar..rs.

 

Mas vamos ao principal do post:

 

“A culpa é de quem!?”

 

Esse cara, que cobra R$150,00 por um projeto arquitetônico não está “exercendo” a profissão só pelo fato de saber mexer em softwares, ele faz o que faz por existir procura e consequentemente dinheiro, motivo esse que nos move também. Afinal de contas:

 

"Ser bom não quer dizer que devemos ser bobos dos outros."

 

... e bobo nesse caso não é o que faz, e sim o que paga!

O cara que faz muito pelo contrário, ele é experto por demais, consegue ganhar até muito pelo que sabe e ainda competir com nós que estudamos e nos interessamos a nível pessoal pelo assunto.

Estamos preocupados com as pessoas erradas, rotulando as pessoas de profissionais de quintas, biscates e etc... (desculpem a honestidade).

Quando citei o meu exemplo de ganhar mais do que pessoas que estão se formando, não estou debochando. Não consigo entender como isso funciona, e acredite não fico feliz em saber que corro o mesmo risco quando me formar.

 

(Lendo e escrevendo, mil e uma ideias, todas entaladas e acaba que não sai nada).

 

E que bom que estão respondendo assim, de verdade.

 

Na minha modesta opinião...

Um cara que diz que é 'bam bam bam' sem precisar estudar é tão prepotente quanto o cara que estuda e que acha que é melhor por causa disso...

O roto falando do rasgado.

"Um cara que diz que é 'bam bam bam' sem precisar estudar é tão prepotente quanto o cara que estuda e que acha que é melhor por causa disso...

O roto falando do rasgado."

 

Reorganizando - O cara que estuda e que acha que é melhor por causa disso é tão prepotente quanto um cara que diz que é 'bam bam bam' sem precisar estudar.

 

O rasgado falando do roto.

 

Percebeu que eu não alterei uma vírgula. São perspectivas que não se resolvem, é como dizer:

 

"Nem uma coisa nem outra, e muito pelo contrário!"

 

Wesley,

como debater sadiamente com você se você distorce e inverte tudo que colocamos ao seu bel prazer?

 

Você pega uma frase que usei num contexto (assunto) e a usa em outro...

 

Você pega o que a Monica colocou e "inverte" em seu benefício.

 

Relativizar até vai, mas distorcer freneticamente fica complicado engolir.

 

"Ser bom não quer dizer que devemos ser bobos dos outros."

 

Sim, e issoforça, a nós profissionais devidamente habilitados e que nos esforçamos tanto para chegar onde chegamos, a não sermos bobos e nem trouxas e, tampouco, deixar estes folgados sujarem o mercado com esse tipo de prática anti-profissional e anti-ética.

 

Se quer ser respeitado, no mínimo respeite os outros.

 

Outra coisa que nem ia comentar mas pelo teor de suas respostas lá vai:

 

O seu "currículo" ao final do seu texto de abertura do tópico me soou no melhor estilo do Luis Mott (GGB) que em sua imbecilidade e arrogancia, precisa estampar em tudo que escreve o seu currículo para tentar provar que ele é uma assumidade no assunto e respeitado por isso. Se o fosse realmente, não precisaria esfregar isso na cara de ninguém... o reconhecimento e respeito vem naturalmente.

 

Parei por aqui.

 

Eu sei que não parou.

 

"Temos que lembrar que antes de designers somo pessoas", somos gananciosos por natureza, é a cadeia alimentar do homem, “o mais esperto come o outro”, e às vezes a necessidade leva à esperteza, atalhos que consequentemente prejudicam toda uma classe, seja ela qual for. Então você faz uma citação...

 

"Ser bom não quer dizer que devemos ser bobos dos outros."

 

Do que você está falando!? Da venda não só de um sistema detalhado, mas também projetado de acordo com a necessidade dos envolvidos por um valor inferior ao que ele vale? Inferior a todo o seu esforço, conhecimento e experiência? - Isso envolve dinheiro correto?

 

...ainda...

“Ouvi essa frase ha muito tempo atrás e ela cabe muito bem no âmbito pessoal quanto no profissional. Também, lado pessoal é uma coisa, profissional é outra.”

 

...tudo isso foi resultado do trecho...

 

“Essa mania de sair chamando aspirantes de “micreiros” nos calhou bem para uma falta de argumentos diante da competitividade profissional, fazendo com que o nosso mérito se dê pela inferioridade do outro e não por nossa qualificação pessoal”.

 

Qualificação essa que abrange compreensão, entendimento dos problemas de mercado, demanda, oferta e NECESSIDADE! Essa “qualificação” é quesito obrigatório na percepção de um profissional que desenvolve projetos para pessoas, “ não leia apenas como gráfico afinal design não é composto apenas por essa área ok?” é ÓBVIO que não!

 

“Você pega uma frase que usei num contexto (assunto) e a usa em outro...”

 

Desculpe se você não estava contextualizando dinheiro, mas é que “Ninguém é romântico ou tem uma visão romântica da vida o suficiente para agir da forma que você coloca”.

 

Quem distorceu as próprias ideias foi você amiguinho.

 

Luiz Roberto de Barros Mott, nasceu em São Paulo, em 1946, de tradicional família interiorana. Assumiu sua orientação sexual em 1977. Luiz Mott é fundador do Grupo Gay da Bahia, uma das principais instituições que laboram em prol dos direitos humanos dos gays no Brasil.

Alguém que contribui contra um “fobismo” sociocultural que serve apenas para ocultar alguma atitude ou personalidade enrustida. -muitas entrelinhas aqui-

 

(...) "releitura do logo “O Boticário” e em alguns comentários é possível perceber a falta de foco que alguns de nós possuímos. Coloca se em pauta uma releitura de marca e chegamos a agressões verbais que abrangem qualquer assunto, menos Design."

 

Com esse parágrafo, sou obrigada a concordar em gênero,número e grau. Isso infelizmente tem virando uma tendência enorme pela rede afora... não é à toa que volta e meia eu e um outro amigo, participante de outra lista lembramos SEMPRE de um designer chamado Fábio Neves ( A Mônica lembra com certeza !) , da Lista Design Gráfico, que nos dava verdadeiras AULAS sobre (coincidentemente) CRIAÇÃO DE LOGOTIPO.

 

 

“Vale a pena me promover de micreiro para mais um ser ignorante e prepotente com nome que nem mesmo eu saberei o significado, em uma classe profissional que nem mesmo é reconhecida - ou melhor, nem mesmo se define - com pessoas que encaram a amizade como “coletivos” e me fechar pro que há lá fora?”.

 

Porque vc já está julgando q vc nunca saberá o significado do que é ser designer?

Só por não ser regulamentada, já está fadada ao fracasso?

E sobre as pessoas que venceram nessa carreira,o que vc pensa? 

Acho que vc está dando um foco negativo à coisa; está vendo tudo como se sempre fosse um futuro de derrotas e que só existe gente de nariz em pé na nossa profissão e pior, que não adianta estar numa faculdade. Isso tem sim,mas em todos os lugares, não é só entre nós - não é nosso "privilégio". Aliás quaisquer derrotas que ocorrem no nosso meio, se dão pelo fato de nós mesmos depreciarmos a profissão, participando de concurso especulativo, trabalhando por 150 reais, se taxando de inferior só porque ainda não é formado .... = culpa nossa!

 

"Todos são muito semelhantes, partem de um mesmo principio, vivem em bolhas, cultivam amizades minunciosamente selecionadas e o mais curioso, se odeiam!"

 

Comentário MUITO generalista, e que sinceramente, não nos acrescentou de nada e pior, não é tão verdade assim.Se vc frequentasse mais e com interesse genuíno várias comunidades de Design (se é que já não frequenta) ,veria que nem todo mundo veste essa carapuça.Isso vale praquela parte onde vc coloca "de micreiro para mais um ser ignorante e prepotente" . Na sua sincera opinião,todos são assim e vc tbem vai se tornar um caso pretenda ter uma formação?

 

Essa minha "provocação" foi justamente ao estereótipo arrogante de profissionais que se acham estrelinha. Já passei por isso muitas vezes, e ainda passo. A crítica é ao designer que não entende que todo bom profissional passa por uma espécie de "fase micreira" sendo essa uma má interpretação da fase de construção do profissional.

 

Lendo essa parte,me lembrei de algo muito simplista e óbvio mas que não posso deixar de citar: Faculdade te dá uma direção,te ajuda sim e muito, mas quem constrói seu castelo é VC. Por isso de nada vai adiantar vc cursar uma e se empenhar,se vc FORA DELA TAMBÉM NÃO SE MEXER. É uma junção óbvia E super importante pra qualquer carreira.

 

Abraços,

Anna Monteiro

 

Anna, boa resposta. Na verdade perguntas.

 

“Porque vc já está julgando q vc nunca saberá o significado do que é ser designer?”

 

Talvez a maneira que escrevi o post não tenha deixado muito claro, mas esse julgamento é baseado somente em estereótipos e infelizmente esse “somente” abrange grande parte dos profissionais e por mais que eu não tenha dito que a profissão está fadada ao fracasso é uma boa oportunidade para mencionar o momento que estamos deixando passar se tratando de regulamentação. A impressão que tenho é que as pessoas responsáveis por essa “missão” estão esperando a “globalização” do Design para justificar posteriormente que regulamentar a profissão seria a mesma coisa que exigir curso de datilografia em tempos atuais. – não percam tempo discutindo este trecho eu admito - datilografia. Ridículo!

 

“Acho que vc está dando um foco negativo à coisa; está vendo tudo como se sempre fosse um futuro  de derrotas e que só existe gente de nariz em pé na nossa profissão e pior, que não adianta estar numa faculdade. Isso tem sim, mas em todos os lugares, não é só entre nós - não é nosso "privilégio". Aliás quaisquer derrotas que ocorrem no nosso meio, se dão pelo fato de nós mesmos depreciarmos a profissão, participando de concurso especulativo, trabalhando por 150 reais, se taxando de inferior só porque ainda não é formado .... = culpa nossa!”

 

Tirando a parte do “foco negativo” concordo plenamente com você no restante, inclusive que a culpa é nossa. Vou aproveitar aqui e fazer algo que queria antes de pensar em responder essa sua réplica.

 

Paulo e Ed, sou fã desses dois. Sei que postar “qualquer coisa” nessa comunidade é comprar briga feia com quem realmente entende do assunto, são “ativistas” do design (o que hoje é raridade). Mas eu infelizmente faço parte de uma geração que acha que protestar é dar uma twitada e se contentar em ver o twit nos Trending Topics. Assim como o Mestre Miyagi e Professor Splinter acredito que o aprendizado é eficiente quando se coloca disciplina acima de tudo e de todos. Sabe aquele pensamento de que você nasceu na época errada? Pois então, hoje a informação está acessível a qualquer um - ótimo – mas são poucos que acham o bom senso disponível pra download ao invés de sair aplicando esse conhecimento desorientado aos quatro cantos da internet, pregando uma verdade tão lúdica quanto a sua própria realidade. Gosto desta discussão. Não defendo a anarquia e acho que críticas ofensivas são tão eficientes quanto votos de protesto em palhaços sem peruca. Se eu estou aqui, pondo a cara pra bater é porque quero aprender da melhor forma o que realmente me interessa, sem precisar fazer “tipinho” pra me enturmar e ser quem eu realmente sou. Prefiro mil vezes a crítica de vocês, Edson, Paulo, Monica e Anna do que procurar orientação com esse tipo de gente que vira pra você e diz:

 

“O que todos aqui da comunidade tem a ver com sua vida?”

 

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