DesignBR

Vai Design!!

Consegui ler o relatorio do Sr Dep Luciano Castro (PR-RR) datado de 08/07/2009, onde o mesmo rejeita o pedido de regulamentação dos Designers (PL no. 4525- do Dep Tadeu Filipelli PMDB/DF), alegando que a regulamentação iria impedir que pessoas que não tenham diplomas mas que "tenham, dom" exerçam a profissão. Este cidadão chega até a fazer um parâmetro com a profissão de jornalista, que foi "desregulamentada".
Eu me pergunto: então para que o MEC reconhece cursos? para que cursos, se o Dom vale mais? Será que este cidadão sabe realmente qual é o nosso trabalho?ou ainda está com os conceitos antigos em que "decorador= arrumador de casa"? Estou anexando na integra o parecer deste senhor.
No Designbr tem alguem de Roraima, que possa pesquisar o perfil deste representante do povo? Estou indignada!
Lenise Ladeia

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Respostas a este tópico

o deputado Luciano comete os mesmos erros já cometidos anteriormente pela outra deputada que rejeitou anteriormente o outro PL de regulmentação de Design... a diferença é que ele não chamou o design de artesanato rsrsrsrsr se bem que passou muito perto disso...
Bom, pelo que vi do tal PL, trata-se de um PL exclusivo para interiores... e está me lembrando muito o esboço que vi, que partiu da ABD quando esta ignorou por completo o movimento de um grupo sério de designers na elaboração de um PL que regulamentasse o design como um todo. Bem feito!
Pelo que se vê, pra quem entende um minimo que seja de Leis, percebe que este PL apresentado troca 6 por meia dúzia. Não melhora nada, nao altera nada com relação aos principais pontos necessários e urgentes com relação à situação dos designers de interiores, especialmente no tangente ao "exercício ilegal". Pelo contrário, passa bem longe.
Analisando pontos interessantes do relatório:
Todas as profissões devem ser exercidas com seriedade e responsabilidade, não sendo esses os fatores que impliquem a fiscalização do Estado e sim o potencial lesivo à sociedade.
Aqui ele só não chama o design de artesanato porque não quis. Percebe-se claramente que o deputado não faz a menor idéia das diferenças entre design, decoração e arquitetura. Um mero decorador realmente não oferece riscos à sociedade desde que atenha-se exclusivamente às suas atribuições, porém o que vemos são decoradores realizando intervenções para as quais não tem competência técnica para tal.
o Estado estará restringindo a liberdade de se exercer qualquer ofício ou profissão (Constituição Federal, art. 5º, inciso III).
Restringindo coisa alguma, o Estado estará sim livrando a sociedade de profissionais picaretas e despreparados. Com este veto, o Estado está avalizando e autorizando a atuação destes despreparados que colocam vidas em riscos. Interessante ele citar a CF sobre a liberdade de exercício profissional, porém cômodamente esconder a alínea seguinte que diz que é livre o exercício profissional desde que "atenda às imposições da Lei".
No entanto, na sequência, ele smplesmente atesta o que eu já havia colocado anteriormente: se os outros órgãos não nos aceitam, então que não mexam com a gente pois não tem absolutamente poder algum sobre nós. Infelizmente teremos de continuar a recorrer à justiça, porém isso é um ponto válido. Hoje já temos uma carta de juízes da nova geração que tem a mente mais aberta que os canastrões das gerações antigas, legalistas.
Caso haja alguma restrição legal impedindo o livre exercício profissional dos designers de interiores, certamente ela configura uma inconstitucionalidade, salvo se houver algum interesse público sendo protegido, o que, na hipótese, realmente parece não existir.
É o que eu cansei de colocar em diversos fóruns: é inconstitucional qualquer tentativa de barrar o nosso exercício profissional uma vez que, assim como prega a CF, atendemos às especificações da Lei pois temos formação técnica, de nível superior. Portanto, chupem o dedo!!!
Quantos não são os atuais designers que sequer têm algum preparo formal? Certamente muitos.
Como eu disse, ele não faz a menor idéia das diferenças entre um designer, um decorador e um jabuticaba.
“mera produção de canudos”, fomentando apenas o lado comercial dos estabelecimentos de ensino que sequer precisarão ministrar bons conteúdos: a necessidade da diplomação, como pré-requisito ao exercício profissional, passa a ditar as regras no mercado de trabalho em detrimento da efetiva competência.
Isso não é problema nosso, dos designers, e sim do Estado que, através do MEC e outras instituições tem a obrigação de fisclizar e punir esses mercenários canudeiros.
Com relação às regras de mercado, e não é assim com tantas outras profissões? Medicina, direito, engenharias e tantas outras obrigam a pessoa a possuir o tal canudo. E, independente se a pessoa tem ou não o canudo, é a competência dela que vai determinar o seu sucesso ou fracasso no mercado. Incoerente. Conversa pra boi dormir. Papo populista.
Tem mais alguns pontos no texto dele mas agora estou com pressa e preciso sair... Mais a tarde posto mais alguma análise.
Mas, de um modo geral, ele viaja na maionese ao mesmo tempo que nos dá o direito de virar pra quem quer que seja que venha tentar barar o nosso trabalho e dar uma banana bem grande no meio da testa. Ótimo isso!
PAULO
Realmente este PL refere-se apenas ao design de interiores.
Eu me pergunto o que poderemos fazer, pois ficar meramente "catando bruxas na escuridão", esperando que os anjos ajudem é um projeto nosso caia nas mãos de alguem de visão... é esperar o acaso. Não temos união nacional para que a expressão da classe force a atenção deles (afinal, vivem de votos). Tambem não temos grana para promover um lobby forte.
O que fazer? só esperar?
Meu Deus! Onde vamos chegar???
Lenise concordo plenamente com vc, [p/ que o MEC reconhece o curso?]
Não devemos desistir! Isso é o que eles querem...
Felizmente vivemos em uma democracia, mas parece que alguns políticos esquecem disso depois que se elegem!!!
O que temos que fazer, é continuar a lutar todos juntos e organizados num mesmo objetivo ' Regulamentar nossa profissão '
Vai ver que esse Deputado esta lá pq ele tem o dom e não pq votaram nele!
Barbaridade! Já pensou se a moda pega! Será que ele gostaria de ser atendido por um médico que tem o dom??? Ou por um especialista que passa em media 7 à 10 anos estudando p/ curar doenças???
Temos que ser mais enérgicos! Talvez pintar a cara ir as ruas chamar a imprensa! De alguma forma temos que ser ouvidos e respeitados! Conte comigo p/ o que precisar!!!
Um abraço!
Caros amigos,

Abaixo segue uma copia da Mensagem que enviei p/ o Sr. Deputado Luciano Castro. Quanto mais melhor.

Bjs

InformaçãoMensagem inserida com sucesso. Protocolo: 3BCB101886455.
Fale Conosco


Comunicamos o recebimento de sua mensagem, protocolada sob o número 3BCB101886455.


Dados Pessoais
Nome: Luize Correa
E-mail: luizecorrea@hotmail.com
Mensagem
Assunto: Deputados
Ação: Reclamar
Data de Cadastramento: 05/08/2009 01:46
Mensagem: Caro, Sr. Deputado, Acredito ser uma ignorancia de Vossa Senhoria, fazer esse tipo de cometario a respeito dos Designer de Interiores, se o Sr. não sabe, para se tornar um profissional na área é nescessario muito estudo, e caso o Sr. não saiba, não somos arrumadoras de casa, isso deixo para a auxiliar do lar de sua residencia, nosso trabalho é sério e criterioso. Queremos e vamos lutar por nossa para a regulamentação de nossa classe, acredito e para ser Deputado basta apenas o Sr. saber assinar o seu nome, mas para se um Desinger de Interiores nos precisamos estudar muitoooooo, e estudar sempre. Não enganamos o povo, com promessas absurdas,nem lezamos o bolso de nossos clientes, nós somos trabalhadores honestos e que pagamos muitooooos impostos. Espero que o Sr. corrija o seu parecer, indo estudar realmente o que significa ser um Designer de Interiores. Caso o Sr. Deputado queira, junto quantos Designer de Interiores o ser queira para dar varias aulas do que realmete se trata a prafissão. Para então o Sr. Deputado ser capaz de julgar a profissão de alguem. Aguardo se for capaz de aceitar meu convite.


Câmara dos Deputados
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Disque Câmara - 0800 619 619 - Telefone: (61) 3216-0000
Esse mito de "dom" não existe, tenho diversos colegas que conseguem fazer obras renascentistas, mas simplesmente não conseguem ter visão para solução de um projeto de design de interiores, visão é adquirida nos cursos das áreas.
Antes de fazer minha formação, achava que design de interiores era apenas desenhos e disposição de moveis, fiz o curso e percebi que vai muito alem disso, é necessario conhecimento ergonomico, de materiais, calculos infinitas coisas..... o ensino me trouxe gradualmente novas ferramentas, no fim tenho muito orgulho do meu projeto final e sei que tenho capacidade.
O grande problema é que ainda existem certas barreiras para execução do trabalho de design de interiores, muitos se esbarram com o pedido do CREA, e necessitam da maracutaia de um arquiteto, ou se formarem em arquitetura!
Inclusive todos os meus professores, recomendaram que fizessemos faculdade de arquitetura ao inves de faculdade de design, grande parte dos designers da interiores participantes da CASA COR, são formados em arquitetura!
POderia nem estar aqui dando minha opinião já que pretendo me formar em arquitetura e com ou sem regulamentação não irá me atrapalhar, mas seria grande ipocrisia semelhante ao do caro Deputado, mas acho que deveria haver certa separação entre arquitetos e designers.
Arquiteto, Designer e decorador são coisas diferentes mas que sempre são confudidas pelos leigos...convenhamos tambem que os cursos de formação em design são recentes aqui no Brasil muitos ainda não completaram nem 10 anos de exercicio, por isso que grande parte dos profissionais da área não possuem formação se instruiram de forma autodidata e não por possuirem o "DOM", mito muitissimo do brega.
Não tenho conhecimentos suficientes para afirmar que a regulamentação seja a solução, mas se faz necessario alguma ação e a principal é implementar a cultura do design(interiores,grafico,moda, produto, ...) e seu devido respeito, profissão não muito respeitada onde muitos possuem preconceito, passei muito por isso onde muitos afirmam que a profissão de design de interiores é inutil e não tem propósito, isso parte não de mentes conservadoras mas sim na mente de jovens da minha idade 17/18 anos, alguns mudaram sua opinião mas ainda assim são poucos!
Enfim apesar de não trabalhar na área, ser apenas formada, ainda assim me sinto na obrigação de ajudar na disseminação da área!

^^
Samantha
Gostei muito de suas reflexões.
Precisamos lutarpela classe. Precisamos nos impor.
Ah... o que se pode esperar de deputados?
A grande maioria deles é ignorante.

Infelizmente, o Brasil é um país que privilegia os preguiçosos e despreparados.
É o único país do mundo que se orgulha de ter um presidente analfabeto.. Esperar o que?
Eu pensaria melhor, antes de atacar o Presidente Lula, ou qualquer outra pessoa, taxando-a pejorativamente de "analfabeto". Se ser analfabeto é não saber ler, esse qualificativo não serve para o presidente, pois ele foi alfabetizado sim.

Mas se analfabeto é não ter ensino superior, eu questiono: até que ponto ter faculdade é indício de valor ou eticamente qualifica alguém para qualquer cargo público? Não existe uma relação de causa e efeito entre ter faculdade e ter competência. E nem todo mundo que não sabe ler é um zé ninguém, ao contrário do que a elite dominante gostaria que as pessoas pensassem, após a Revolução Francesa e o Iluminismo.

Vale lembrar ainda que existem mais de 3000 línguas e em apenas 78 delas se desenvolveu a literatura. Muitas coisas foram feitas e inventadas sem nenhuma escrita, a exemplo dos incas que tinham uma tecnologia que lhes tornou um dos povos mais desenvolvidos da América Central.

Generalizar é um terreno perigoso, fértil para injustiça.
Olá Ricardo
O "arquiteto" Zanini nunca frequentou faculdade e tem obras pelo mundo todo. Ele foi um genio. Mas nós, meros mortais sem genialidade, estamos aqui lutando pelo que acreditamos, e para isto, nos tempos atuais, precisamos de cursos para nos trazer um embasamento tecnico que a competitividade profissional exige.
Concordo que o presidente não é analfabeto, nem ignorante (aliás, com a estoria da vida dele, ele ignora muito pouco) mas ele é uma exceção (como Zanini) .
Mas em off, tive um cliente vereador que era semi-analfabeto, sem exagero!
Voltando um pouco pro núcleo da discussão, na minha cabeça eu vejo 1 problema:

O conhecimento que é disseminado entre os alunos das graduações e especializações de design é de qualidade sofrível (e aqui sim posso generalizar, estatisticamente). Muitos designers são ótimos em Autocad, em desenho técnico, perspectiva, mas ficam brancos quando são questionados sobre o que é design, qual os papéis que o designer pode desempenhar, quais as consequencias do design inadequado, quais os riscos dos projetos de design, que soluções e melhorias o design merece ter, etc.

Alguns designers não aprendem isso na faculdade, mas aprendem depois, estudando por conta própria, lendo, se atualizando, viajando, etc. Mas o que eu vejo acontecer é que vários designers depois de formados não tem nem tempo pra dar um beijo de boa noite no filho, quem dirá pra se atualizar, se reciclar, evoluir. Essa evolução fica a cargo da experiência, da tentativa e erro, do aprendizado "no dia-a-dia". Usando o projeto dos cliente como cobaia, é claro, afinal, eles precisam garantir o "leitinho das crianças".

Com um conhecimento "ótimo" assim (fui irônico aqui), fica dificil imaginar quando é que designers vão ter discurso pra defender seu trabalho.

Pra mim, a ordem é: melhoria no ensino do design, em paralelo com a criação de associações que ofereçam cursos/palestras/oficinas que atualizem profissionais, fechando os buracos deixados pelo ensino deficiente das faculdade, e a articulação dos designers "top de linha", que dominem o que estão fazendo, em associações que criem documentos que provem o valor do design adequado e defendam os interesses dos designers dentro do congresso, com lobby ético.

O que eu vejo? Ensino continua uma droga, não tem associação, atualizações são dispersas e nem sempre com qualidade, falta de articulação dos designers em grupos, nenhum lobby político.

Ah, a culpa é mesmo dos políticos ignorantes? Por que os designers não fazem seu papel de casa primeiro antes de descer a lenha "nos políticos, no governo, no prefeito, no síndico"....?
Ricardo
Concordo com você, em termos. Acredito que a qualidade das graduações (e muitas vezes das pós) de modo geral, são sofriveis. Depende muito do interesse do aluno. E isto eu digo porque sou professora universitaria, mestre e com especialização na França (onde tambem constatei que, de um modo geral, os cursos ficavam a desejar, em contra partida o alunato era muito bom!).
Nos ultimos anos, a graduação foi banalizada pelas faculdades particulares, que priorizam "o mercado" deixando a pesquisa e a ciencia de lado. Mas isto faz parte da cultura atual, onde um jogador de futebol vale bem mais que um cientista.
No nosso caso especifico, estamos discutindo a regulamentação profissional, competencia do Min do Trabalho, e não reconhecimento de cursos, competencia do MEC.
Uma profissão regulamentada não significa que profissionais incompetentes tenham sucesso. Quem faz esta triagem é o mercado, com regulamentação ou não.
O que estamos reinvidicando é o direito de, quem for capaz, competir de igual para igual.
É comum tomarmos conhecimento de casos tipo "um advogado é motorista de taxi", e outras coisas similares. Entretanto advocacia é regulamentada, mas nem todo advogado é competente para se firmar no mercado.
Acho que temos que encontrar o caminho para a regulamentação, e deixar o resto com a sociedade.

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