DesignBR

Vai Design!!

Estive lendo as diretrizes do ENADE, que avalia a qualidade de diversos cursos trienalmente e que é um 'programa' do INEP que por sua vez é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Ou seja, ao que me parece, e por tudo que já li sobre regulamentação, esta é a nossa melhor relação legal e qualitativa sobre a profissão que temos com o "sistema".
Todavia é pouco ou nunca foi explorado como sustentação para tentativa de regulamentação!
Depois de ler sobre o parecer do Deputado Relator LUCIANO CASTRO
www.camara.gov.br/sileg/integras/670573.pdf - sobre seu veto em relação a regulamentação de Design de Interiores, fiquei pensando em como argumentar com quem não quer entender nem pesquisar como funciona e os propósitos do Design.
Aí então, hoje estava pesquisando sobre as diretrizes do ENADE para ver qual a posição do Governo em relação ao Design e se esta posição vai contra os argumentos do Relator.
Está claro que existe uma divergência entre o que o ENADE, ou seja, o INEP, ou seja, o MEC, ou seja, o Estado, considera como Design e o que o Relator desinformado tem como conceito.
.
Posto aqui o link para os leitores mais assíduos:
www.inep.gov.br/download/enade/2006/relatorios/design_relatoriofina...
E também uma síntese do que o MEC espera que os Futuros Designer conheçam/dominem sobre a profissão:
.
A prova do ENADE 2006, no componente específico da área de Design, avaliará se o estudante desenvolveu, no processo de formação, habilidades e competências dentre as descritas a seguir:
.
1. conectar fundamentos conhecidos para a produção de conhecimento ou procedimento novo, pensar de modo novo – criatividade;
2. implementar novos conhecimentos ou procedimentos, fazer de modo novo – inovação;
3. interesse generalista;
4. senso estético;
5. apurada percepção visual, espacial e de proporcionalidade;
6. aptidão para o raciocínio geométrico;
7. capacidade para a expressão verbal e sobretudo visual;
8. elevada capacidade analítica e de síntese;
9. iniciativa empreendedora;
10. discernimento no uso de recursos informacionais - computacionais;
11. sociabilidade, alteridade e altruísmo;
12. capacidade de avaliação autocrítica.
13. aplicar conhecimentos culturais, científicos, tecnológicos e instrumentais à
prática do projeto;
14. dominar linguagem técnica;
15. possuir capacidades multidisciplinares;
16. atuar em atividades interdisciplinares;
17. saber trabalhar em equipe;
18. contextualizar o design com visão sistêmica em aspectos ambientais, culturais,
econômicos, históricos, sociais e tecnológicos;
19. identificar demandas da sociedade e propor soluções;
20. possuir visão setorial;
21. conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
22. selecionar e especificar materiais e processos de produção;
23. considerar as necessidades do relacionamento humano com seu entorno;
24. compreender as dinâmicas políticas e do mercado produtivo como fenômenos
sociais;
25. planejar, elaborar, supervisionar e coordenar projetos e serviços de design;
26. identificar, formular e resolver problemas de design;
27. desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
28. avaliar criticamente alternativas de solução a problemas;
29. comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
30. valorizar a atuação profissional ética e responsável;
31. dominar conhecimentos de administração da produção;
32. avaliar a viabilidade técnica e econômica de projetos;
33. objetivar a permanente e indispensável atualização profissional.

A prova do ENADE/2006, no Componente Específico da área de Design, adotou
como referencial os seguintes conteúdos:
a) teoria e história do design;
b) estética e história da arte;
c) estudos sociais, econômicos e ambientais;
d) estudos psicológicos e da percepção;
e) comunicação, expressão e estudos semânticos;
f) expressão gráfica (meios de representação no plano);
g) modelagem (meios de representação espacial);
h) metodologia científica e tecnológica;
i) mercadologia;
j) metodologia de projeto;
k) ergonomia;
l) materiais;
m) processos e meios produtivos;
n) gestão do design;
o) administração da produção

--------

Com base nessa exigência do governo, pq é assim que ele entende que um Designer deve ser, uma frente a argumentos como os postos pelo Relator é facilmente apresentada.
Irá o Relator deste caso, ou no âmbito de design em geral, negar o posicionamento do Ministério que rege a qualidade da formação dos profissionais do País?

Tags: Design, Enade, Regulamentação

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Respostas a este tópico

Acho importante o que você levantou Rodrigo. Mas, infelizmente parece que há um desvinculação entre as partes envolvidas.
Há algum tempo eu indaguei algo semelhante junto ao MEC e a resposta foi que eu deveria indagar do Ministério do Trabalho já que a questão da regulamentação cabe a este. Ou seja, "parece" que a visão do 1º não importa muito para o 2º e vice-versa. Seria necessário uma vinculação de propósitos.
Se for verdade, é um contrassenso enorme, não?
Design é uma coisa durante todo o processo de formação. Assim que vc se forma, pimba!, o conceito de design é outro.

Mas veja, não sei a maneira que você buscou indagar, mas neste caso, o Relator se refere em defesa a sua decisão, justamente ao âmbito da formação do designer (q todos podem aprender e blablabla) ou seja, ele em sua própria defesa, sai deste patamar do Ministério do Trabalho e recorre a definições errôneas que já foram determinadas pelo MEC. O Relator errou feio.
RESPOSTAS QUE RECEBI:

"Prezado(a),

O Conselho Profissional não é competência do Ministério da Educação, sugerimos consultar o Ministério do Trabalho e Emprego.

Atenciosamente."

OUTRA:

"Prezado(a) Senhor(a),

Consulte no portal : http://portal.mec.gov.br o assunto deste e-mail. Segundo o art. 48 da Lei no 9.394/96 (LDB), os diplomas expedidos pelas universidades e centros universitários serão por eles próprios registrados, e aqueles conferidos por instituições não-universitárias, serão registrados em universidades. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional, como prova da formação recebida por seu titular. Uma vez que o aluno cole grau, tem direito, desde logo, ao recebimento de seu diploma, devidamente registrado, para que tenha validade em todo território nacional.

SISTEMA ESTADUAL DE ENSINO

As instituições pertencentes aos Sistemas Estaduais são supervisionadas pelos respectivos Conselhos e/ou Secretarias Estaduais de Educação.

"Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem:

I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal;

II - as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal;

III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada;

IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, respectivamente.

Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada, integram seu sistema de ensino."

Por fim, o exercício profissional é supervisionado também pelos órgãos de representação de cada categoria profissional. O Conselho Profissional não é competência do Ministério da Educação, sugerimos consultar o Ministério do Trabalho e Emprego."

E OUTRA:

"Prezada Márcia,

Acusando recebimento de sua solicitação,... , e informo que está em tramitação na Câmara dos Deputados o PL 5712/2001, que regulamenta a profissão de decorador.
O projeto já foi apreciado em todas as comissões, porém o deputado Renato Amary interpôs recurso requerendo que a matéria passe pelo Plenário para analisar o mérito. O recurso ainda não foi deferido pela Comissão. Caso o pedido do deputado Renato Amary seja acatado, comunico que a votação pode demorar ainda mais. Tendo em vista, que a pauta da Câmara constantemente é trancada por Medidas Provisórias, impedindo os parlamentares de cumprirem com a função institucional de legislar.
Espero ter ajudado na compreensão do assunto. Estarei atenta caso a matéria passe para a competência do Plenário.

Atenciosamente," 1/4/2009

As respostas podem parecer estranhas e desconexas mas são sobre o mesmo assunto que você levantou. Parece que o melhor caminho é a tangente. rsrsrsr

Abs.
Hm, muito interessante Marcia! Ah! A tangente rsrs parece sempre o melhor caminho mesmo rs.

Mas como disse, o próprio Relator se apoiou no tema "aprendizagem" para construir seu argumento. Então quer dizer que ele pode usar o "aprendizado" para se defender e nós não? Sendo que ele se baseou no achismo e nós nas determinações do maior órgão do País?
Rodrigo, repito aqui a mensagem que te enviei lá no Orkut:
a tirar por esse voto e os outros de outros deputados em outros PLs percebe-se que eles não sabem nem quais são as funções de um Deputado Federal, quiçá o que é Design.
No vote deste, não está tão explícito, mas segue o mesmo raciocínio de um outro da deputada Iara Bernardi (PT/PR): design = artesanato.
Por isso eles não conseguem perceber a importância da regulamentação do Design. Aliado a isso, claro, vem o lobby do IAB, CREA/CONFEA e outros que, obviamente sabem que o Design sendo regulamentado, especialmente os arquitetos não poderão mais falar que são designers, pois, academicamente falando baseado na análise das matrizes curriculares dos cursos de arquitetura, NÃO SÃO.
Aí, fica complicado.
Mas estamos na luta!
Sempre busco conscientizar as pessoas com quem tenho contato sobre o que é Design e oue não é. Também faço isso com relação a alguns deputados e senadores (e outros políticos em geral) com os quais mantenho contato e/ou encontro esporadicamente.
É trabalho de formiguinha e, quanto maior o exército destas, melhor o resultado.
--------------------------------------------------
sobre o que você comentou depois, acredito que não seja tão simples assim...
veja bem, quando falo de lobby, falo de coisa séria e pesada... no advneto das votações da criação do CAU foram realizadas "audiências públicas" sobre o referido projeto. No entanto de nada adiantou os designers enviarem incontáveis e-mails aos deputados solicitando participação nestas para debaterem sobre os pontos absurdos de avanços dos arquitetos sobre as áreas do design. As tais públicas acabaram virando "clube da luluzinha" onde só arquitetos participaram. E as sobreposições continuaram lá.
Então, este trabalho terá de ser bem mais pesado, nem que seja na base do panelaço mesmo.
Porém como juntar 10 paneleiros se 99% dos designers são folgados e não estão nem aí com isso ou, comodamente, esperando a solução cair do céu?
Dofícil não?
Pra galera saber a que vc se referiu com o "sobre o que você comentou depois", segue abaixo:
Paulo É justamente esta a questão. Eles não sabem. Por isso este linkage que fiz pode sustentar o argumento. Pq não é algo que depende deles saberem ou não, apenas está lá. Basta anexar este elemento à proposta de regulamentação. Querendo ou não, eles realizam a leitura da proposta e só assim dão o parecer. Ao invés de sustentar o argumento da proposta baseado somente sob nossa ótica, estaremos nos apoiando no que o próprio governo entende que deve ser um Designer.
Isso com certeza influenciará na decisão do relator.

----------------------------
Mas neste caso Paulo, de que vale lutar pela Regulamentação já que existe a crença de que os Lobbys vão sempre nos barrar? Mesmo que não seja um fator determinante para atingir a regulamentação, já é algo a mais. Não resolve nada ficar sempre na estaca zero. Devemos sempre somar mais e mais até ter algumas bíblias de argumentos.
Até que todos os designers acordem, reafirmo, só podemos somar cada vez mais.
Bom, não é crença apenas, infelizmente é a verdade.
Não acredito que estamos sempre na estaca zero Rodrigo, uma vez que existem vários Designers que sempre estão aí na luta seja num contato individual ou coletivo.
O que falta, é os profissionais terem consciência da importância em não apenas "vender o seu peixe" mas sim, e antes de tudo, conscientizar a quem quer que seja - até à sua empregada doméstica - sobre o que é Design. E isto, infelizmente não vemos acontecer na maioria das vezes.
Citei a empregada pois a minha, hoje, sei que é capaz de falar sobre Design melhor que muitos estudantes e profissionais. Isso por causa do interesse dela em ouvir o que eu tinha a dizer sobre. Curiosa ela sempre fica bisbilhotando quando estou trabalhando e aí aproveito o gancho e mando ver... Ela será uma cliente minha? Não sei, mas os filhos dela (um formando-se em jornalismo e o outro em medicina) certamente o serão assim como ela mesma já me trouxe vários clientes que são, na verdade, seus outros patrões diários. E destes, vieram outros...
Por isso coloquei o trabalho de formiguinha.
Porém, como ja coloquei, o que vemos constantemente é a "venda do proprio peixe" apenas.
Concordo totalmente Paulo.
Porém, uma coisa não anula a outra, certo?
Continuemos a evoluir os argumentos pela regulamentação e continuemos a crescer nosso formigueiro :)
isso está me lembrando aquela história, que ouvimos quando crianças, da formiguinha....
Realmente tem tudo a ver Paulo, ótimo Linkage, aliás li a matéria do seu blog sobre este insight... Obrigado por me citar rs.

Abraço

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