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Vai Design!!

Avanços constantes nas áreas de tecnologia e informática, tão presentes hoje em nossas vidas, têm proporcionado tanto progressos e tantas conquistas inimagináveis há poucas décadas, que já não permitem que percebamos, nem sua onipresença e nem sua importância.

Por um lado, não dá para negar, esta multiplicidade da informação em infinitas multimídias com surpreendentes programas e sistemas deixa nossa vida melhor do que era antes. Melhor, mais forte e mais rápida. Sua presença maciça vem, entretanto, nos transformando gradativamente, ao ponto de já não sermos mais os mesmos quem costumávamos ser quando toda esta tecnologia ainda não existia.

A tecnologia, que basicamente alterou nossa comunicação, altera rapidamente a forma como demonstramos nossos sentimentos. O amor nos tempos de pandemia, pode até ser sentido, mas nunca mais será expresso como antes. Cartas de amor, por exemplo, que antigamente, eram manuscritas com capricho, afeto e borrões, foram substituídas nos últimos anos por e-mails frios, objetivos e automaticamente corrigidos. Hoje este tipo de comunicação já é tão moderno quanto o telegrama, telex ou o fax. O e-mail tornou-se algo atrasado, aborrecido e aparentemente útil apenas para o recebimento de lixo sem fim. Hoje a comunicação é ainda mais instantânea e banal, não passando de curtas mensagens mal escritas por SMS, Twitter e torpedos.

Esta mesma tecnologia, que proporciona coisas boas, também é responsável, por aspectos negativos em áreas cada vez mais dependentes da informática no dia-a-dia. No design, por exemplo, que vive uma verdadeira revolução a cada dia, atividades e possibilidades que anteriormente eram difíceis, demoradas e, portanto, caras para serem executadas, são facilmente realizadas com o computador. A popularização de programas, contudo, nivelou os profissionais do design por baixo, possibilitando a qualquer um tornar-se, ou pelo menos, considerar-se, um designer da noite para o dia em poucos clics. Novos profissionais que saibam se expressar utilizando lápis, papel e criatividade é cada vez mais raro.

Ter dedos ágeis no teclado e no mouse é tão importante, quanto falar rápido numa palestra. É apenas uma ter habilidade com uma das ferramentas de trabalho, que é o computador, e não o fundamental. Efeitos especiais que novos programas oferecem, fazem com que as pessoas se esqueçam ou nunca descubram que para ser um bom designer é preciso pesquisa, informação, estudo, conteúdo, dedicação capacidade e acima de tudo, talento.

É comum encontrarmos trabalhos de design para pequenas e médias empresas, que apresentam soluções pasteurizadas e banalizadas. Bons profissionais devem saber trabalhar o conceito de uma marca e de um produto. Devem estudar o mercado, o público alvo e encontrar as soluções corretas que venderão a imagem a ser comunicada com força e competitividade.

Assim, não basta apenas fazer uso dos fantásticos recursos da computação gráfica, para intitular-se um designer. Limitar-se a isto, é fazer parte de uma farsa, que pode enganar a poucos, mas por pouco tempo. Um bom designer, é aquele que sabe conceituar, o que cria soluções e existe com ou sem computador. É aquele que continua trabalhando normalmente, mesmo quando a luz no estúdio acaba e o computador tem que ficar temporariamente desligado.

Luiz Renato Roble criacao@datamaker.com.br
Designer e Diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS www.datamaker.com.br

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Respostas a este tópico

Boa Renato, parabéns !
Designers "Fazedores" de Dados !
Hj o conceito "dados" é visto muito mais tecnologicamente do que estatisticamente.
(Ou principalmente mais tec/nte doq esteticamente, como no caso de dados para o briefing.)
Foi isso q eu quiz dizer !
Me pareceu q vc disse também q o design deve conter conceitos de publicidade e Mkt tbm. Ok Correto!
Abç!
O Designer precisa da tecnologia, do talento e da dedicação.

Também sou do tempo do nanquim, das curvas francesas, do past-up e da letraset e, assim como o Morandini, não sinto a menor saudade!!!

Não basta ser apenas um expert em programas, não basta ter talento e não dominar as ferramentas, assim como não basta ter tudo isso e não ser um profissional dedicado. Um designer de verdade, precisa ser completo.

O problema a meu ver não é da tecnologia, que criou designers 'fast-food'... O problema são os nossos clientes, que, infelizmente, não sabem diferenciar o bom do mau profissional. É preciso difundir a informação sobre a nossa área para que os 'designers pilotos de computador' sejam banidos do planeta.
Se eles existem, é porque há demanda. Precisamos acabar com essa demanda.
Pra mim, isso são só lamentações de um designer old school.
Meus trabalhos antes da faculdade são tão bons quanto os de agora, nesses quatro anos eu só aprendi a inventar um conceito depois do trabalho pronto.

O que não falta são micreiros melhores do que muitos designers que estão por aí.
ok, ok, mas peço então que vc compare quem ganha mais dinheiro com design.
Leve em conta só 4 anos.

Ou você não levou a sério ou você não entendeu o que lhe foi passado.

Já discutimos aqui várias vezes sobre micreiros, formados e tudo mais. O que sempre emperra é que só existem dois tipos de profissionais: os que buscam conhecimento para melhorar e os que acham que são bons o suficiente que não devem nem se preocupar com o valor que cobram seus trabalhos.

Ainda existe um povo que é artista. Tem todos os seus conceitos e tratamentos com o cliente próprios. Mas se recusa a se assumir artista. Fala que o que faz é design.

O que resume tanto ainda é o que a Mônica muito bem falou:

"O problema a meu ver não é da tecnologia, que criou designers 'fast-food'... O problema são os nossos clientes, que, infelizmente, não sabem diferenciar o bom do mau profissional. É preciso difundir a informação sobre a nossa área para que os 'designers pilotos de computador' sejam banidos do planeta.
Se eles existem, é porque há demanda. Precisamos acabar com essa demanda."

Tentar vender "design" pra quem não conhece é fácil, nem precisa de conceito. Vende pra quem entende. Só profissional e bem gabaritado em todas as ferramentas que utiliza, vai se sair bem.
É Hunter Dog você entendeu bem a coisa toda. O que não falta são bons micreiros por aí já que a popularização dos programas nivelou os profissionais do design por baixo, fazendo com que qualquer um possa achar que é um designer da noite para o dia. Por outro lado, a forma como você conceitua seus trabalhos também mostra que apesar de velho, ou até por causa disso, ache estranho tantas soluções pasteurizadas e banalizadas, já que muitos profissionais não sabem trabalhar o conceito de uma marca e de um produto e apenas inventam alguma coisa como no final da prova para enganar a professora.
Hunter, pode apresentar para o grupo esses 'micreiros' com trabalho melhor do que muitos designers que estão por ai? Traz os links dos portfolios para nós! Vamos adorar conhecê-los!

Vamos trabalhar com fatos e não com suposições.
Muito bem Fernando você não só consegue ver o design por um ângulo tridimensional como poucos, como também consegue entender e defender o que entende de uma forma ampla, avaliando a questão não só como estava sendo avaliada até então, mas também questionando o ambiente acadêmico que muitas vezes dá o que não se precisa e nega o que é essencial.
Conheci alguns (poucos) 'micreiros' realmente bons. Bons, não. Excelentes! A questão é que de tão bons, eles nem podem ser chamados mais de micreiros. São DESIGNERS. Formados em livros, nos estúdios e na vida. Mas eles são raríssimos.

Se nesses quatro anos você só APRENDEU a inventar um conceito depois do trabalho pronto, algo está errado com VOCÊ. Agora, se só ENSINARAM a inventar um conceito depois do trabalho pronto, algo está errado com sua FACULDADE...

Longe dessa questão até meio semântica, desejo que daqui a alguns anos, você possa olhar para trás e perceber como seu trabalho evoluiu e melhorou. O que você relatou (sobre ser tão bom agora quanto nos tempos pré faculdade), passa a idéia de estagnação e inércia profissional. Se seus trabalhos já eram 'bons', hoje não deveriam ser 'tão bons quanto', mas sim 'muito melhores'. Independentemente do seu rancor com o ambiente acadêmico, o tempo passou. Você viveu mais, teve mais experiências. A consequência natural seria a evolução do seu trabalho.

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