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Vai Design!!

A profissão de designer foi regulamentada hoje!
(Calma, pessoal, é só um início hipotético...)

Muito se fala sobre o dia em que a regulamentação deixará de ser um sonho de muitos e virará realidade para todos. Mas para você, designer, o que muda? Você tem noção do que acontecerá com sua carreira, sua relação com seu empregador, com o mercado e com seus colegas?

Você acha que:

> Será criada uma espécie de 'reserva de mercado' onde os designers criarão peças gráficas, desenharão logotipos e projetarão fachadas?

> Na hora de idealizar o interior de uma empresa, só os designers de interiores poderão fazê-lo, eliminando a possibilidade de soluções 'caseiras' (perdão pelo trocadilho...)?

> Somente designers poderão projetar a iluminação, desenhar produtos, criar sinalizações e objetos?

> Pessoas de fora da área serão (legalmente) proibidas de desenhar suas próprias 'logomarcas' ou mesmo pedir para que seus sobrinhos-que-levam-jeito-para-desenho o façam? Mesmo que seja o seu Zé da padaria, que só quer criar uma 'marquinha' para botar nuns cartõezinhos de visita?

> Todo e qualquer projeto de comunicação visual será submetido à aprovação de um designer?

> Estampas têxteis, cartões de visita, embalagens, etc, se tiver um designer por trás (sem malícia, pessoal!)?

> Salários melhorarão e as relações trabalhistas serão colocadas num patamar digno?

> Nenhuma das afirmações anteriores ou todas as afirmações anteriores?

Isso é apenas um exercício de reflexão. Uma forma de trabalhar a imaginação ou mesmo sentir o que os designers pensam sobre os reflexos diretos que a regulamentação traria caso fosse aprovada hoje.

Em termos práticos, o que significa a regulamentação para você?

Com a palavra, você, designer:

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Respostas a este tópico

Puxa! Que susto! Já tava ficando feliz..rs..rs..
Eu concordo com tudo o que nosso amigo disse. Sem desmerecer aqueles que trabalham como designers mas não são formados, mas fico revoltada quando chega um cara que nem faculdade tem, e recebe um salario maior que o seu. Pô afinal são 4 anos de estudo e dedicação, acho que devemos ter algum merecimento. Um enfermeiro não substitui um médico, um decorador não substitui um arquiteto então porque isso com os designers.
Acho que deve sim regulamentar e espero um dia esse título possa ser verdadeiro.

Concordo em gênero, número, grau e intensidade com sua mágoa, amiga (não posso chamá-la de colega, porque não estive sentado 4 anos na faculdade). Acho um absurdo que caras que tenham décadas de experiencia numa profissão que nem existe ainda, e que há algumas décadas atrás nem se imaginava cogitar que um dia pudessemos contar com tamanha quantidade de cursos "superiores" vomitando canudos no mercado, possam se apresentar à uma empresa e criar produtos que gerem milhares de empregos. Acho impensável que gente desta espécie, sem diploma universitário, seja convidado pelas universidades como seus consultores, palestrantes e sejam por estas mesmas universidades contratados para fornecer aos governos, às fundações, ao SEBRAE, profissionais  (estes)que ofereçam soluções às necessidades das empresas, em nome destas instituições.

Fico pasmo em pensar que pessoas tão desqualificadas pelas carteiras escolares das universidades sejam convidadas para oferecer soluções à legiões de empresas em polos produtivos nos momentos de crise, apenas porque suas experiencias em campo sejam suficientemente pertinentes às necessidades urgentes destas empresas para  que continuem enfrentando os mercados ainda mais exigentes.

Fico estarrecido em ver que produtos tão maravilhosos usados no dia a dias das pessoas que nada entendem de design, tenham sido criados por essa espécie abominável de autodidatas. Mas fico ainda mais estarreccido em ler tão estapafúrdias e discriminatórias opiniões reclamando que estão perdendo território e ganhando menos do que estes energúmentos profissionais. Penso que é chegada a hora mesmo de uma revolução para erradicar essa praga de gente que não teve oportunidade de frequentar um curso especifico de Design e esteja por aí achincalhando o bom nome daqueles pobres injustiçados que não conseguem bons salários  por culpa dessa laia de gente ruim.

Acho um absurdo que pessoas que não sejam formadam especificamente em design tenha seus produtos consagrados nos museus, nos espaços públicos, nas casas das pessoas. Me sinto profundamente envergonhado em saber que foi dado tanto valor à ignorantes como Sergio Rodrigues, Irmãos Campana, Lina Bo Bardi, joaquim tenreiro, Zanine Caldas ( esse então, tenhamos misericórdia por sua invasiva presença no meio profissional). Fico pasmo mesmo, pois nenhum destes tinha formação em design. Eram uns pobres arquitetos, artistas plásticos, carpinteiros...

Fico pasmo e tento compreender que quatro singulares anos numa universidade tenham derramado tanta informação e nenhuma formação sobre tantos profissionais que encontramos no dia a dia, mas que no entanto se arvoram no direito forçado de serem únicos e se colocarem acima de todos os patamares da ética e da qualidade.

Minha estimada jovem! Quem reclama do que ganha, não merece nem mesmo o que ganha. Não se estabelece o valor dum profissional pelo que ganha, mas pelo resultado do que gera seu trabalho. Ganhos são consequencia. Fosse assim, bicheiros, traficantes, agiotas, deveriam ser doutores.

Atenciosamente

 

Pacard  (Autodidata, energúmeno e incompetente. E que não tá nem aí se ganha mais ou menos que você)

 

eu queria descobri o q realmente tá por tras da não-regulamentação da nossa profissão. Politicagem(como é feita atualmente) é f&*%$#...

ahh, sei q nao tem muito a ver com o assunto discutido aki, mas mesmo assim informo pra vcs q na minha cidade natal (São Borja), por causa de politicagem, o partido de oposição da prefeitura conseguiu trancar as vacinas de febre amarela que a prefeitura conseguiu p dar p população...
Creio eu que se a nossa profissão como designer fosse regulamentada seriamos igual a médicos, advogados, dentistas, arquitetos... e tantos que ai tem, que possuem o direito de atuar na sua área de trabalho sem que alguém que não possua uma formação acadêmica venha a atuar em seu lugar. Exemplo, os sobrinhos que tem o corel ou o photoshop instalado no computador que fazem o serviço quase de graça.

Ninguém quer um sobrinho projetando uma casa, ou imagina pior.... cuidando de sua saúde, ou até defendendo vc em um processo jurídico.... imaginou? Pois é... é assim que eu penso...
Olha eu acho que estas questões são amplamentes vagas, pois hoje trabalho como desenhista técnico com plantas baixas, com experiencia e convivencia com arquitetos e engenheiros produzo plantas de construção da base até fachadas digo isso como forma de experiencia, não sou arquiteto não sou engenheiro mas tenho 15 anos trabalhando com isso, porem dar estes tipos de decisão ou colocação seria com jogar um pano de agua fria em pessoas que trabalham conosco ou sozinhas que ja tem um nome no mercado como um amigo (designer não de formação) Neto, do estado da Bahia, o cara tem dominios na area onde esta firmado, mas não tem formação, todos recorrem a ele para uma proposta.
Nos dias de hoje temos sim que regulamentar nossa profissão mas temos que ter cuidado com o que solicitar em pauta. Estudar um jeito de presar por profissionais que tem o dom de solucionar problemas (não estou se referindo a micreiros - sanguinários), mas de profissionais que fazem do Design a sua fonte de inspiração.
Em termos práticos, o que significa a regulamentação para você?

Resposta: Eu passaria a existir!
Voce já existe, caso contrário, como estaria aqui expressando sua opinião?  Como estaria pagando suas contas? Como estaria recebendo elogios ou criticas sobre o que faz? Ou um decreto do governo vai te tornar melhor que que já é? Se fosse assim, milhares de funcionarios publicos empregados no canetaço seriam ilustres competências. Estão lá, é legal, mas isso não os torna melhores ou piores. Se mediocres, serão mediocres regulamentados. Apenas isso.
As 'sugestões' que citei no meu texto (como exemplos do que poderia acontecer conosco caso a profissão de designer fosse regulamentada) são rasas. As citações foram propositalmente toscas. Algumas beiram o patético.

Sempre que converso com profissionais ou estudantes da área, gosto de perguntar o que pensam sobre nossa profissão e sobre a Regulamentação. As respostas invariavelmente 'terceirizam' nossos problemas para uma entidade forte (Associação, Sindicato, etc) ou apontam o dedo para a Regulamentação como resposta para todas as nossas necessidades. Uma espécie de solução divina. Imediata.

Da mesma forma, sempre que discutimos nossas dificuldades costumamos criticar outros profissionais (arquitetos, publicitários, etc), culpar os profissionais sem formação, os sobrinhos, os micreiros e nos colocamos num pedestal. Espécie de redoma que separa os imortais (nós) dos seres desprovidos de inteligência (eles).

Mais do que a falta de uma regulamentação ou de uma entidade, acho que a culpa também é (muito) nossa quando:

> Trabalhamos na informalidade.

> Usamos softwares piratas

> Aceitamos trabalhar cobrando valores baixíssimos

> Não temos ética (nem educação) menosprezando, desqualificando ou diminuindo profissionais de outras áreas

> Não nos informamos sobre os reais benefícios de uma eventual regulamentação (quantos aqui sabemos de fato o que ela significa ou representa?)

É mais fácil enxergarmos a origem dos nossos problemas nos outros do que olhar para nosso próprio umbigo.



Infelizmente (ou felizmente) não acredito que o dia seguinte à regulamentação será diferente. Acredito que só uma mudança nossa poderá 'operar milagres'. Não uma mudança orquestrada, visível e patente, mas sim uma mudança íntima, profunda e verdadeira.

A única 'reserva de mercado' na qual acredito piamente é aquela conquistada pela nossa excelência. Seja ela de pensamento, de trabalho ou de atitude. Se um dia conseguirmos elevar esse nível, uma eventual regulamentação vitaminará essa nossa nova maneira de ser, agir e pensar sendo nossa maior aliada.

Posso estar profundamente enganado na minha análise mas estou disposto a mudar de idéia caso algum argumento me convença disso.

Só aquilo que está morto não muda.

E eu estou muito vivo!
aconteceu a dos DJs, não aconteceu?
Parece q tem gente q acredita q a regulamentação tornaria exclusiva a atuação dos Designers formados com diploma. Como já foi elucidado por alguns colegas, quero deixar mais claro que algumas profissões q envolvem responsabilidades humanas são "quase" impossíveis de serem praticadas por um "não formado na area" ,como o exemplo de um médico neurocirurgião. No entanto, não é porque a arquitetura é regulamentada q todos os consumidores, sejam construtoras ou pessoas físicas utilizam-se desse profissional "habilitado".
Por isso, acho melhor (mais fácil) aqueles q sentem-se prejudicados, como já disse o colega Fernando que façam mais um ano ou dois (eliminando matérias) para se formar arquiteto e assim possam ser, como desejam, reconhecidos, doque esperar q a regulamentação transforme sua carreira em sucesso.
A regulamentação melhora sim a situação da classe, mas não transforma ninguém em um profissional reconhecido por melhor aptidão (se assim não for)
Concluindo minha posição, sou a favor da regulamentação, mas prefiro a desregulamentação de todas as profissões, sendo assim desobrigadas as pessoas com problemas na justiça de contratarem advogados (por opção) e poderem se auto defender, ou terem direito de se auto medicar, irem a um curandeiro em vez de um médico (se assim preferirem) Lembrando q nos Estados Unidos muita profissões podem ser exercidas por autodidatas não diplomados.
Qdo vc vai a um médico vc procura saber aonde o mesmo se formou? USP ou Universidade Santa Teresinha do Patrocínio de Piracaia do Norte?
Acredito que muitos já estão me achando um louco, mas prefiro assim do que da maneira q estamos subjulgados à falta de regulamentação, lembrando q nesse hipotético Estado Anarquista que propuz cada um seria responsável pela sua opção, ou seja procurou um curandeiro e morreu? Problema seu!
Abçs!
está interessante o debate, mas ainda percebo uma divergência séria que sempre levanto em tópicos desse tipo:
o pessoal tende a pensar DESIGN apenas como a sua área..
O gráfico só pensa no design gráfico e por isso não consegue compreender a omplexidade dos problemas enfrentados pelo pessoal de Produto e Interiores, especialmente.
Outro dia vi no orkut uns carinhas de WEB sentando o pau na questão "risco ao usuário". Eles não entendiam como o trebalho deles poderia colocar em riso de morte um usuário WEB...
Porém, não se ligavam que, num exemplo bem estúpido, o monitor que eles usam para trabalhar poderia explodir e uma peça vazar seus crânios... a culpa seria de quem? pela lógica deles, não do design, esquecendo-se que aquilo é um produto. Também de DESIGN.
As questões levantadas pélo Fernando são cotidianas para nós de Interiores/Ambientes. E olha que ele inda está pegando leve. Tem coisa muito pior acontecendo que ele não colocou.
Mas, na verdade, isso tudo tem um porque - como tudo na vida tem: despeito.
Eu já sofri várias denúncias "anônimas" por exercício ilegal da profissão. Nas primeiras tremi, mas depois coloquei meu advogado em ação e de anônimas elas não tem nada pois judicialmente você consegue tudo. Assim, acabei por descobrir que quem denuncia é sempre outro profissional - infelizmente sempre arquitetos - que estava na disputa e acabou perdendo o cliente pra mim. Por despeito, tenta atrapalhar meu trabalho, me desacreditar e desautorizar perante o cliente.

E me desculpe o colega aí de cima que colocou que devemos "virar arquitetos". Haja desinformação.
Nosso foco jamais foi fazer arquitetura e sim outro. Outro especialmente que os próprios arquitetos não dominam tendo em vista a correria que eles estão atrás de especializações e Interiores para tentar entender o porque de nossos projetos serem infintamente superiores aos deles no que nos propomos.
Numa analogia bem piegas: não queremos construir casinhas, e sim arrumar as casinhas para podermos brincar tranquila e confortavelmente tendo todas as nossas necessidades satisfeitas.
Portanto, se você acha que a tua área não precisa de regulamentação, lembre-se que tem outros de outras áreas que precisam sim, e muito. No mínimo, como já colocaram, por respeito.
É isso.
Está desculpado colega, tenho formação em projeto de produtos no Mack sou formado a 13 anos , ja trabalhava em industria metalurgica desde 1990 e (1) não disse q não necessitamos de regulamentação, leia o texto com mais atenção. (2) não disse q "devemos virar arquitetos", temos livre arbitrio. Os arquitetos por já possuirem regulamentação são mais valorizados e atuam nas areas de design livremente, por isso q informo ser mais facil ser um design com formação também em arquitetura do que esperar a boa vontade dos políticos. Afinal são 3 decadas de luta pela regulamentação. Ok?
Abç!

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