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Vai Design!!

Recebi outro dia uma newsletter da revista Making Of e este texto do designer Zé Henrique Rodrigues me chamou a atenção. Aguardo as considerações.

"Este tema (e termo) já foi fruto de artigos, debates, matérias, blogs e discussões em mesas de bar e em corredores de faculdades. Confesso, porém que ainda me irrito ao ouvir essa maldita palavra “logomarca”. Vamos tentar chegar a um consenso e banir de vez esse monstro da nossa linguagem diária.

A designer Ana Luísa Escorel fala em seu livro “O efeito multiplicador do design” que a palavra em questão não existe: “…Qual seria o sentido dessa genuína invenção brasileira? Logomarca quer dizer absolutamente nada… A palavra logos, vem do grego significando conhecimento e também palavra. Portanto, logomarca significaria “palavra-marca” ou “palavra-conhecimento”, o que não faz sentido.”

Concordo plenamente com ela. Ao analisarmos outras nomenclaturas básicas que usamos para dissecar uma marca, percebemos isso com clareza:

• Logotipo - Logos em grego quer dizer conhecimento, e também palavra. Typos vem do latim e quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia-da-palavra ou palavra-padrão. Define o nome da empresa. Toda empresa tem um logotipo. Até nós temos nossa assinatura como logotipo.

• Símbolo – do latim symbolum, aquele que representa ou substitui. Nem todas as empresas têm símbolo, como coca-cola e nokia.

• Símbolo gráfico – também conhecido como 5º elemento de determinadas marcas. No caso da coca, a garrafa e a onda funcionam como um substituto à marca, sem entretanto, se incorporarem na assinatura institucional.

• Marca – refere-se ao conjunto visual e de valores da empresa.

Preciso falar mais alguma coisa? Para quem gosta de estudar semiótica, esse é um prato cheio. Famosos já discorreram sobre esse assunto. Mesmo assim, parece que boa parte dos designers continua insistindo em usar a expressão errada.

Acredito que devemos sempre observar o conteúdo do nosso discurso diário, cuidando com a linguagem falada e escrita. Antes de designers somos comunicadores e temos a obrigação de falar corretamente. Antes de sair falando qualquer bobagem, deve-se saber sobre o que fala. Não adianta usar nomes complicados em inglês ou em qualquer outra língua estrangeira para defender uma criação se, no mais básico, erra-se feio. E muito feio.

Caso, meu caro leitor, você use essa expressão errônea, pense e mude. Há uns 7 anos eu também chamava marca de “logomarca”. Aprendi, refleti, mudei. Não é difícil."

* O designer Zé Henrique Rodrigues tem mais de 14 anos de experiência na profissão e inúmeros prêmios conquistados. Atualmente, o designer coordena o curso de design gráfico da Lemon School e é vice-presidente do Clube de Criação do Paraná (CCPR). Zé Rodrigues é também sócio do estúdio Brainbox Design Estratégico.

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Respostas a este tópico

Concordo quase plenamente. Só a frase "Vamos tentar chegar a um consenso e banir de vez esse monstro da nossa linguagem diária," q me parece mto extrema e utópica, ao mesmo tempo.

Consenso? Com o pessoal de Atendimento, Arquitetura e Publicidade? Impossível... hahah

Banir? Para não ter quem sacanear pelas costas? E sem deixar as pessoas confusas ao sair rindo sozinho depois d uma conversa séria? ...algo tem q valer a pena, né. ; ]
Sem querer jogar areia mas já jogando... você acha que conseguiremos mudar o pensamento de todos Se nem os próprios profissionais tem um consenso sobre isso? Muitos profissionais (como os da minha antiga empresa) ainda falam logomarca até hoje.

Realmente, a palavra logomarca (criada pelos publicitários brasileiros) está enraizada demais nos brasileiros. Já existe até em dicionários.

Conversando com uma amiga estudante de jornalismo e de letras, ela disse que, uma palavra, quando entra para 2 dos principais dicionários da nossa língua, já pode ser considerado oficialmente como uma palavra portuguesa, a palavra já enraizou na nossa lingua.. E é o caso da infame logomarca.

Mas então, o que devemos fazer ? Eu particularmente, quando algum profissional da área (ou publicitário ou da area de marketing) fala logomarca, eu corrijo.
Mas, quando é cliente ou qualquer outra pessoa de outra formação, eu NÃO corrijo.. se eu entendi a mensagem, eu prossigo o assunto. Como cobrar do cliente um conhecimento correto de nomeclaturas de design que nem a maioria dos designers tem ???
Megabox Design
Revista Computer Arts edição 7 Nestes 2 links, exemplos de profissionais que usam "logomarca"... Mas o melhor texto que eu li sobre isso foi do Antonio Ribeiro... que pode ser acessado
aqui. Eu mesmo já tinha feito algumas charges... e aqui vão elas...

Essa da Computer Arts doeu na alma quando eu vi meses atras!

Mas a verdade é que a Computer Arts nacional só presta pelas matérias das CAs gringras, infelizmente o conteúdo nacional é bem mais fraco.
Concordo com o que o Daniel, falou: se nós mesmos não nos entedemos por diversas razões e também pelo excesso de nomenclatura que existe sobre as etapas da nossa profissão, não serei eu que irei bater de frente com um cliente meu. Como já dizia minha avó, "Educação se aprende em casa e na escola", portanto tento passar o uso "correto" da terminologia "logotipo" ou como prefiro, logo, para meus alunos e clientes, mas não pretendo ficar implicando com isso. Lido com grandes agências e escritórios de design e constantemente escuto a palavra logomarca, e daí?

Profissionais, como o Lucianos Deos, diretor-presidente da GAD Design tem um texto no próprio site fazendo uso da palavra logomarca, portanto não estou nem aí...é como o médico tentar convencer seus pacientes de falar o termo científico e não o popular do remédio...é pura utopia e perda de tempo para saber com quem está com a razão. A Ana Escorel que foi mencionada aqui por escrever um livro que cita isso, não falava isso antes, até porque tive o prazer de trabalhar como assistente de criação quando ela tinha o escritório chamado A3 Design aqui no Rio, isso em 89.

Atualmente faço mestrado em design na ESDI/UERJ e os acadêmicos só falam e te "proíbem" de escrever logomarca, então dancemos conforme a música. Mas não perco o meu tempo corrigindo ou dando importância se meu cliente fala errado, nem tento corrigí-lo, pois seria uma guerra muito árdua mudar toda a mídia. Assino newsletters de diversos sites de comunicação (ex: BlueBus) e quase que unanimamente todos escrevem "logomarca", portanto esse tipo de "crise " não me incomoda. Deixo isso para os acadêmicos que devem ter tempo de sobra para isso, rs,rs,rs.,

Quero mais é que meus clientes continuem me solicitando, me pagando e falando logomarca, marquinha, loguinho...rs, rs, rs!!!!


Abçs!!!
ahahahha vou colar aqui o que respondi lá no link da CA

"rsrsrsrs
povinho “enfezado” que aparece por aqui.
bom, não vou falar sobre a matéria da revista pois nunca vi um exemplar dela.
Porém sobre logotipo é comum acontecer um fato na minha área sempre que o trabalho é na área comercial:
o cliente chega e me solicita um orçamento para projeto de interiores ou light de uma loja, clinica, sei lá….
aí ele me fala que o fulano está fazendo a logomarca dele..
interrompo o papo na hora:
- Quem está fazendo o que?
- É… O fulano está fazendo a logomarca..
Aí explico calmamente ao cliente sobre os termos logomarca/logotipo e coloco que, uma pessoa que diz trabalhar com Design não saber qual é a palavra correta, eu ficaria com sérioas dúvidas sobre a qualidade dos serviços e que, se necessário, conheço excelentes Designers Gráficos para indicar.
É batata!!!!
Sempre passo estes trabalhos para meus amigos Designers e sempre ouço depois dos clientes:
- Muito obrigado pela indicação, é clara a diferença entre o trabalho de um Designer e o de quem se diz designer.

Minha parte eu faço."
boa estratégia...
Interessante, mas eu respeito mais quem faz do que quem só fica falando. Na área acadêmica ao qual estou vivenciando agora, tem muitos que se dizem entendido e falam muito, mas na verdade se escondem atrás dos seus títulos por incompetência ou falta de coragem p/ encarar o mercado.
Admiro e respeito aqueles que estão no mercado e ainda encontram tempo para lecionar como é o caso do Gilberto Strunk sócio diretor de Dia Comunicação: http://www.diacm.com.br/ e que tive a honra de ser seu aluno a na UFRJ.

E para quem não conhece o trabalho da GAD Design: http://www.gad.com.br/.

Se esses profissionais que citei não se incomodam com isso, não serei eu que perderei meu tempo em ser somente um acadêmico.
Tenho 24 anos de mercado aqui e na Europa e quem quiser conhecer meu portfolio fique a vontade: http://www.design-agency.com/STUDIO-BETO-LIMA/

abçs!!
Não sei Beto... acho que mostrar que deve ser ensinado um a outro deve ser visto apenas como um ícone...
Já que o mercado desconhece a verdadeira função...

Quem é novo no mercado tem que saber que vai encontrar esse povo que não sabe nada do que ele vai fazer... e tem que ter a paciência já garibada...

Porque não adianta dizer que é o contratante que perde.... perde todo mundo.
Ed, em nenhum momento estou dizendo que não deve ser explicado, tanto que já disse que faço isso com meus alunos. Chega a um momento na vida que as pessoas mais velhas simplesmente não querem ou não precisam mudar, por várias razões, inclusive a teimosia, rs,rs,rs.

Vc irá deixar de atender um cliente pelo fato dele falar logomarca? Mesmo vc tendo orientado ele sobre o que é "certo ou errado"?

Invisto meu tempo e dedicação a quem quer aprender e me paga para isso, quando digo que não perco meu tempo (sendo redundante na explicação) é com pessoas que não estão nem aí para o termo (certo ou errado) que se deve usar. Desde que seja feita a comunicação, isso de falar logomarca, logotipo, marca ou logo, é secundário. E continuar a falar nisso tb é perda de tempo p/ o mercado, deixo isso para os professores que estão mais tempo na área acadêmica e nada fizeram para isso....se é que tem tanta importância assim. Adredito que haja assuntos muitos mais relevantes e importantes do que esse para se aprofundar tanto.

Me desculpem, mas sobre esse assunto não tenho mais nada a dizer.

Abçs!
Entendo sua opinião... é que a questão realmente não é importante a ponto de pararmos tudo porque alguém fala logomarca.
O cliente que pede uma logomarca deve ser atendido... vc sabe o que ele quer... talvez ele não saiba... e é aí que a explicação do serviço todo... incluindo a explicação que o termo correto seria logotipo... entra na história.

È simples... ainda mais se o cara tá acostumado, dificilmente vai mudar a forma de falar, mas essa intenção de explicar o que se está fazendo, dará mais credibilidade ao trabalho como um todo.

Mas realmente, muitos de nós, ficam indignados e acabam gastando uma força desnecessária nisso.

O foco é no trabalho como um todo (a explicação) e não apenas num só termo.

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